
Lançado originalmente em 2022, o Mac Studio manteve exatamente o mesmo design exterior, mas o seu interior sofreu mudanças radicais. Com a chegada da recém-anunciada linha com chips M5, o compacto bloco de alumínio consolidou-se como o computador de secretária definitivo da Apple, substituindo de vez o icónico Mac Pro.
Se colocarmos a primeira geração do Mac Studio lado a lado com a mais recente versão M5 Ultra, será difícil encontrar diferenças visuais. A Apple optou por manter o formato em bloco com cerca de 19,5 cm de largura e 9,4 cm de altura durante quatro gerações. No entanto, os componentes internos transformaram completamente as capacidades deste Mac.
O modelo original com o chip M1 Ultra, lançado em março de 2022, atingia um limite de 128 GB de memória. Em contraste, o novo M5 Ultra suporta uns impressionantes 512 GB, movimentando dados a 1,2 TB/s, o que o torna quase 50% mais rápido do que a anterior geração M3 Ultra. Pelo caminho, a empresa descartou o chip M4 Ultra devido a limitações de hardware, e os preços dispararam em resposta ao aumento dos custos de memória.
2022 e 2023: o fim do Mac Pro e a duplicação de especificações
O conceito do Mac Studio foi introduzido em 2022 com as opções M1 Max e M1 Ultra. Para criar a versão Ultra, a marca utilizou a tecnologia "UltraFusion", ligando dois processadores M1 Max para formar um único chip com 114 mil milhões de transístores, 20 núcleos de processamento (CPU) e até 128 GB de memória RAM. Este modelo chegava ao mercado por 3.999 dólares (cerca de 3.552 € à taxa de conversão utilizada). Na versão base, o M1 Max com CPU de 10 núcleos, 32 GB de memória e um SSD de 512 GB custava 1.999 dólares (cerca de 1.775 €).
A parte traseira já apresentava a conetividade que se manteve inalterada: quatro portas Thunderbolt, ligação Ethernet a 10 Gb, HDMI, duas portas USB-A, duas USB-C e uma ranhura para cartões SD.
Um ano depois, na WWDC de junho de 2023, surgiu a segunda geração. O design ficou intocado, mas a memória e o poder de processamento duplicaram. O M2 Max apresentou um CPU de 12 núcleos, um processador gráfico (GPU) de até 38 núcleos e 96 GB de memória. Já o M2 Ultra, com os seus 134 mil milhões de transístores, passou a oferecer 24 núcleos de CPU, até 76 núcleos de GPU e 192 GB de memória com largura de banda de 800 GB/s. Simultaneamente, a empresa anunciou um novo Mac Pro com o mesmo chip M2 Ultra e a mesma capacidade de 192 GB de memória, mas por um preço inicial de 6.999 dólares (aproximadamente 6.216 €).
2025: mistura de gerações e um choque nos preços
O hiato durou quase dois anos. Quando a atualização chegou, em março de 2025, a tecnológica tomou a decisão invulgar de equipar o Mac Studio com chips de diferentes gerações: o mais recente M4 Max e o mais robusto M3 Ultra. Este último integrava um CPU de 32 núcleos, um GPU de 80 núcleos, até 512 GB de memória unificada e armazenamento de 16 TB. A conetividade foi reforçada com Thunderbolt 5 a 120 Gb/s em ambos os modelos.
Foi nesta fase, cerca de doze meses depois, que a Apple descontinuou o Mac Pro sem planos para um sucessor, deixando o pequeno cubo como a máquina mais potente do catálogo. Seguiu-se uma escassez de memórias impulsionada pela inteligência artificial, que levou a aumentos drásticos. O M4 Max passou de 1.999 para 2.499 dólares (cerca de 2.219 €), enquanto o M3 Ultra saltou de 3.999 para uns expressivos 5.299 dólares (cerca de 4.706 €). Este foi o maior aumento de preços na história da linha, justificado pela marca ao The Wall Street Journal com a subida sem precedentes no custo dos componentes.
2026: a era do M5 e as exigências de IA
A quarta geração do Mac Studio foi anunciada de surpresa em agosto de 2026. Segundo a publicação The Information, o lançamento num mês atípico foi forçado pelas exigências de clientes empresariais, que procuravam máquinas locais mais potentes para a execução de modelos de IA.
Pela primeira vez desde 2023, as variantes Max e Ultra partilham novamente a mesma geração de processadores. O chip M5 Max oferece um CPU de 18 núcleos, um GPU de 32 ou 40 núcleos com aceleradores neurais dedicados em cada núcleo, e até 128 GB de memória, a partir de 2.499 dólares.
A versão M5 Ultra, agendada para o final de outubro com um preço a partir de 5.499 dólares (cerca de 4.884 €), atinge os 36 núcleos de CPU e 80 núcleos de GPU, suportando até 512 GB de memória. Em comparação com o M3 Ultra, este processador entrega um desempenho de IA até 4,3 vezes superior, gráficos 1,8 vezes mais rápidos e uma capacidade de CPU 1,3 vezes maior, além de armazenamento duas vezes mais veloz e Wi-Fi 7 garantido pelo novo chip de rede N1. A própria arquitetura dos núcleos mudou, abandonando a divisão tradicional entre desempenho e eficiência para introduzir "super núcleos". O trajeto das várias gerações do Mac Studio solidifica-o, assim, como o responsável pelo fim do Mac Pro e como o computador mais poderoso do ecossistema.







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