
A corrida pela IA está a transformar o mercado global de energia. De acordo com um relatório da Wood Mackenzie, avançado pelo TechCrunch, o uso de baterias tornou-se uma opção mais barata do que as tradicionais turbinas a gás natural para alimentar grandes data centers.
O estudo analisou 43 mercados em todo o mundo e confirmou a vantagem financeira das baterias em todos os continentes. A principal causa desta inversão reside na enorme procura por processamento na cloud, que esgotou os stocks de turbinas a gás disponíveis e inflacionou os preços destes equipamentos.
Atrasos logísticos e a expansão solar
Atualmente, a compra de uma turbina a gás simples implica um tempo de espera de dois a quatro anos. Nos modelos mais eficientes, as listas prolongam-se até à década de 2030. Com este estrangulamento logístico, a consultora projeta que a energia fornecida por baterias continuará a baixar de preço, enquanto a geração a gás tenderá a ficar cada vez mais cara.
A energia solar surge como o complemento desta transição, assumindo-se como a forma mais barata de nova geração elétrica em todas as regiões analisadas. No mercado dos EUA, os grandes projetos solares conseguem evitar taxas de importação através de benefícios fiscais em vigor até ao final de 2027. Na Ásia, a China destaca-se com custos de armazenamento significativamente inferiores aos dos países vizinhos.
Ahmed Jameel Abdullah, analista principal da Wood Mackenzie, resume o panorama atual ao afirmar que "esta mudança económica é decisiva e cada vez maior", sublinhando a perda de predominância do gás natural perante as novas tecnologias.







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