
Fazer cópias de segurança pode não ser a tarefa mais empolgante, mas perder fotografias, vídeos ou documentos financeiros importantes devido a uma falha no disco rígido é uma experiência que a maioria prefere evitar. Para garantir que a informação permanece segura e mitigar qualquer crise, existe uma abordagem clássica no mundo da tecnologia conhecida como a regra 3-2-1.
Popularizada pelo fotógrafo Peter Krogh no seu livro de 2009, "The DAM Book: Digital Asset Management for Photographers", esta regra estabelece um princípio fundamental para a gestão de dados. A base do método dita que é necessário manter três cópias da informação, armazenadas em dois tipos diferentes de suportes (frequentemente interpretado nos dias de hoje como dois dispositivos distintos), sendo que uma dessas cópias deve ser guardada num local físico diferente da origem.
Como funciona a redundância na prática
A importância deste sistema baseia-se na criação de redundâncias. Se os ficheiros estiverem guardados apenas num disco SSD e este avariar, a informação perde-se. Mesmo que sejam feitas cópias para vários discos armazenados na mesma habitação, um desastre como uma inundação, um incêndio ou um roubo pode comprometer todos os equipamentos em simultâneo.
Ao manter uma cópia noutro local, preferencialmente longe o suficiente para não ser afetada pelo mesmo desastre que possa atingir a residência principal, adiciona-se uma camada extra de proteção. A lógica assenta em nunca depender de um único ponto de falha.
A evolução do método face a novas ameaças
Com o passar dos anos e a evolução tecnológica, a forma como os utilizadores aplicam a regra 3-2-1 também mudou para se adaptar a diferentes necessidades e realidades financeiras. A preocupação com a obsolescência de suportes físicos, como os CDs, diminuiu significativamente. Atualmente, é frequente combinar o armazenamento num computador portátil, num disco externo e num servidor de nuvem privada.
Os serviços de armazenamento na nuvem, como o iCloud ou a Google Cloud, são alternativas populares, embora exijam atenção às configurações de sincronização, uma vez que apagar um ficheiro no computador pode resultar na sua eliminação automática na nuvem. Existem também serviços dedicados a cópias de segurança completas e automáticas de dispositivos, oferecendo diferentes limites de espaço e níveis de preços.
Além disso, o cenário de cibersegurança trouxe alterações à interpretação da regra. Uma cópia guardada fora do local principal, se estiver ligada à mesma rede, continua vulnerável a ataques de ransomware. Apesar destes novos desafios, seguir as diretrizes básicas da regra 3-2-1 continua a ser uma das formas mais diretas e eficazes de garantir que memórias e documentos cruciais não desaparecem de forma permanente.







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