
O ano de 2026 arrancou sob o espectro de um aumento generalizado nos custos de tecnologia, com a crise da memória e o encarecimento de sensores fotográficos a pressionarem os fabricantes a reverem as suas tabelas de preços. No entanto, contra todas as expectativas, a Samsung parece estar preparada para seguir um caminho diferente, protegendo a carteira dos consumidores na sua popular gama média.
Novas informações sugerem que a gigante sul-coreana planeia absorver o aumento dos custos de produção, mantendo os preços de lançamento estáveis para a próxima geração da família Galaxy A nos Estados Unidos.
Estratégia de preços agressiva para manter a liderança
Segundo dados revelados pelo jornal sul-coreano Maeil Business, a Samsung definiu uma estratégia clara para segurar a sua quota de mercado, mesmo que isso implique uma redução nas margens de lucro a curto prazo. A fuga de informação aponta para os seguintes preços de lançamento no mercado norte-americano:
Galaxy A57: 499 dólares (cerca de 475 euros em conversão direta)
Galaxy A37: 389 dólares (cerca de 370 euros)
Galaxy A07 5G: 159 dólares (cerca de 150 euros)
Estes valores estão em linha com a geração anterior, indicando uma continuidade na política de preços. Esta abordagem não se limita apenas à gama média; a empresa deverá aplicar a mesma lógica aos seus topos de gama, com rumores a indicarem que a série Galaxy S26 e os novos dobráveis também escaparão à inflação tecnológica deste ano.
É importante notar, contudo, que a manutenção de preços nos EUA não garante automaticamente o mesmo cenário na Europa ou em Portugal, onde a carga fiscal e as taxas de câmbio desempenham um papel crucial no preço final.
O que esperar das especificações técnicas
Além da estratégia comercial, a fuga de informação detalha também as supostas características técnicas destes dispositivos, que deverão chegar equipados com o sistema operativo Android 16 e a nova interface One UI 8.5.
O Samsung Galaxy A57 deverá posicionar-se como o líder da gama média, apresentando um ecrã Super AMOLED de 6,7 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz. No coração do dispositivo estará o processador Exynos 1680, acompanhado por 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. O conjunto de câmaras promete versatilidade, com um sensor principal de 50 MP (com OIS), uma ultra grande angular de 13 MP e uma macro de 5 MP. A bateria de 5.000 mAh suportará carregamento rápido de 45W.
Num patamar intermédio, o Samsung Galaxy A37 partilha o mesmo ecrã e capacidade de bateria do seu "irmão mais velho", mas opta por um processador Snapdragon (modelo ainda por confirmar) e reduz a memória RAM para 8 GB. As câmaras também sofrem ligeiros ajustes, nomeadamente na lente ultra grande angular, que passa para 8 MP.
Por fim, o modelo de entrada, o Galaxy A07 5G, aposta na autonomia com uma bateria generosa de 6.000 mAh. Este terminal deverá contar com um ecrã PLS LCD de 6,7 polegadas (90 Hz), processador MediaTek Dimensity 6300 e 4 GB de RAM, mantendo o suporte para cartões microSD até 1,5 TB, uma característica cada vez mais rara no mercado.
Com a aproximação das datas de lançamento, resta aguardar para ver se a Samsung consegue efetivamente segurar estes preços nos mercados globais, numa altura em que a indústria enfrenta custos de produção recorde.