
Os trabalhadores da Heart Machine, o estúdio independente conhecido por títulos como Hyper Light Drifter e Solar Ash, decidiram unir forças e formaram um sindicato em parceria com a Communications Workers of America (CWA) Local 9003. Segundo o comunicado oficial partilhado pela CWA, a estrutura abrange todos os 13 funcionários da linha da frente da empresa. A gerência do estúdio reconheceu a união de forma voluntária em fevereiro, depois de uma larga maioria dos trabalhadores elegíveis ter votado a favor da medida.
Uma resposta aos tempos difíceis no estúdio
Este esforço de organização sindical surge no seguimento de um período bastante complicado para a equipa da Heart Machine. O estúdio já tinha avançado com despedimentos em novembro de 2024 e, mais tarde, em outubro de 2025, anunciou o fim do desenvolvimento do seu jogo em acesso antecipado, o Hyper Light Breaker, o que resultou em cortes adicionais na equipa.
A decisão de avançar para a sindicalização foi fortemente impulsionada pela necessidade de procurar estabilidade laboral. Steph Aligbe, engenheira de ferramentas de jogabilidade no estúdio, explicou que se envolveu na organização por ver tantos colegas da indústria a unirem-se para proteger a profissão que tanto valorizam. A engenheira referiu que assistir ao crescimento deste movimento a fez perceber que, para quem gosta deste trabalho, é fundamental protegê-lo, especialmente nos dias que correm.
O crescimento da união na indústria dos videojogos
A integração da equipa da Heart Machine na CWA vem reforçar ainda mais a presença do sindicato no mundo dos videojogos. Esta estrutura conta já com milhares de membros espalhados por várias empresas de relevo no setor, incluindo funcionários de subsidiárias da Microsoft, trabalhadores da EA e da Id Software, entre outras.
Além disto, a organização sindical também gere a United Videogame Workers, uma ramificação de adesão direta que foi lançada em 2025. Este formato permite que profissionais do setor nos Estados Unidos e no Canadá se juntem por iniciativa própria, sem precisarem do consentimento direto das entidades patronais ou da realização de eleições internas. Numa altura em que grandes produtoras como a Ubisoft continuam a realizar vagas de despedimentos que parecem não ter fim, os trabalhadores da área estão cada vez mais empenhados em garantir que as suas vozes são ativamente ouvidas e respeitadas no mercado de trabalho.












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