
Pickmon é o mais recente título a gerar debate na comunidade de videojogos. Com uma premissa que combina a essência de capturar monstros com mecânicas de sobrevivência num mundo aberto, o jogo aproxima-se de experiências já bem conhecidas do público. O projeto acaba de marcar presença na Steam com o seu primeiro trailer e as semelhanças evidentes já estão a dar muito que falar.
Cartas no lugar de Pokéballs
Para contornar potenciais litígios com a Nintendo, a produtora optou por uma abordagem diferente, descartando o uso de esferas de captura. A obtenção destas criaturas, fundamentais para a progressão, será feita através de cartas. Em tudo o resto, a receita assenta na exploração, combates, construção de bases, agricultura e até automação industrial para a criação de armas e equipamento. É uma clara tentativa de replicar uma fórmula de sucesso no mercado, idêntica a outro título que no início de 2026 ultrapassou a marca de 25 milhões de cópias vendidas.
Um survival focado no modo multijogador
Apesar do aspeto familiar, Pickmon afasta-se de um simples RPG tradicional para abraçar a identidade de survival. O título apresenta-se como uma experiência cooperativa com suporte para até 32 jogadores em simultâneo. Pelo caminho, os aventureiros vão explorar variados biomas, desde selvas e desertos até tundras geladas e vulcões, sempre apoiados pelas suas criaturas nas batalhas e nas tarefas de gestão da base.
O ponto mais debatido do trailer lançado reside no design visual. A inspiração é notória, com várias personagens a assemelharem-se fortemente a ícones de outras franquias. Entre os destaques, é possível identificar figuras incrivelmente parecidas com Pikachu, Charizard ou Lapras, mas a produtora foi ainda mais longe, incluindo visuais que lembram fortemente o Link e até o Roadhog. Isto gerou uma onda imediata de curiosidade entre os jogadores, questionando se se trata de uma homenagem, uma cópia ou apenas uma estratégia pensada para gerar polémica intencional.
O risco de direitos de autor e o lançamento
Por trás de Pickmon está a produtora PocketGame, com publicação a cargo da NETWORKGO, duas entidades associadas à indústria da China. O jogo fez questão de aparecer no Summer Game Fest de 2026, com o objetivo claro de reunir atenção da comunidade antes do seu lançamento antecipado, que está agendado para o decorrer deste mesmo ano.
Para a PocketGame, este afigura-se como o seu projeto de estreia no mercado. Quanto à editora, tem no seu currículo o jogo Hainya World, lançado em acesso antecipado em 2023, que passou ao lado do grande público e teve vendas residuais.
Até ao momento, Pickmon já conseguiu alcançar a visibilidade instantânea que procurava. Resta saber se este interesse se vai traduzir em sucesso real quando os jogadores testarem as suas mecânicas de sobrevivência multijogador, ou se os óbvios riscos legais devido às semelhanças de design acabarão por ditar um desfecho atribulado para o título.












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