
A equipa responsável pelo navegador Brave anunciou o lançamento de uma nova funcionalidade experimental no seu canal de desenvolvimento Nightly: a navegação assistida por Inteligência Artificial. Esta novidade, destinada nesta fase inicial aos utilizadores mais entusiastas e "early adopters", pretende moldar o futuro do browser, transformando-o num assistente inteligente capaz de automatizar tarefas na web e aumentar a produtividade.
No entanto, a empresa sublinha que a implementação desta tecnologia é feita com extrema cautela, reconhecendo os desafios inerentes à utilização de agentes de IA autónomos.
Um assistente autónomo em ambiente isolado
A visão de longo prazo para esta funcionalidade é permitir que o navegador atue como um agente capaz de executar ações em nome do utilizador. Contudo, dar controlo a uma inteligência artificial sobre a navegação introduz riscos significativos, como a exposição de dados sensíveis, a execução de ações não intencionais ou até vulnerabilidades a ataques indiretos de injeção de "prompts".
Para mitigar estes perigos, a funcionalidade de navegação com IA não vem ativada por defeito. O acesso é restrito a quem optar manualmente por testar a ferramenta ("opt-in"). Além disso, e como medida de segurança robusta, a sessão de navegação da IA ocorre num perfil totalmente separado e isolado do perfil principal do utilizador. Isto garante que, mesmo em caso de falha ou comportamento inesperado, os dados principais e o histórico de navegação pessoal permanecem protegidos.
Cautela contra os riscos da IA
A abordagem da empresa destaca-se pela implementação de defesas de segurança baseadas em raciocínio e restrições de uso. O sistema apenas entra em ação quando é explicitamente invocado pelo utilizador de forma manual, evitando que a IA tome iniciativas sem supervisão direta.
Segundo as informações detalhadas no blog oficial da Brave, estas salvaguardas visam limitar o impacto potencial das ações do agente enquanto a equipa recolhe feedback vital para refinar o sistema. A empresa reforça a necessidade de envolver a comunidade de segurança neste desenvolvimento, garantindo que a evolução para um navegador mais inteligente não compromete a privacidade e a segurança que são a imagem de marca do navegador.












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