
O novo portátil de entrada da marca da maçã chegou com limitações claras na sua capacidade, mas a comunidade já encontrou forma de contornar a situação. Conforme detalhado pelo portal AppleInsider e demonstrado num vídeo partilhado no YouTube, é tecnicamente possível colocar 1 TB de espaço no recém-lançado MacBook Neo. No entanto, o procedimento não é para qualquer um e resulta na perda imediata da garantia oficial.
Apresentado a 4 de março como o computador mais acessível da sua linha, o equipamento base custa 599 dólares e vem equipado com o chip A18 Pro e 8 GB de memória unificada. As opções oficiais de fábrica limitam-se a configurações de 256 GB ou 512 GB, sem alternativas superiores e sem qualquer encaixe que facilite a troca, algo que difere de modelos de secretária como o Mac mini ou o Mac Studio.
Uma operação cirúrgica na placa principal
Para ultrapassar esta limitação de hardware, é necessário recorrer a conhecimentos avançados de micro-soldadura. O criador de conteúdos DirectorFeng publicou uma desmontagem detalhada focada nos sons da reparação, onde ilustra exatamente o que precisa de ser feito.
O processo envolve aquecer o chip NAND original para o remover com equipamento de ar quente especializado, limpar cuidadosamente os contactos e instalar um novo módulo de maior capacidade com a ajuda de microscópios. Após a remontagem de todo o sistema, o macOS parece reconhecer o novo espaço de forma nativa, embora o vídeo não detalhe se foi necessária alguma configuração adicional de firmware.
O interior do novo portátil da Apple
Esta exploração interna serviu também para revelar a disposição do chassis. Ao remover a tampa inferior, é possível observar uma placa principal bastante estreita, com os cabos do ecrã, do trackpad e das colunas a passarem de forma organizada pelo espaço.
Um detalhe que se destaca para o lado positivo é a utilização de parafusos em vez de adesivos para fixar vários componentes. Baterias, colunas e portas de ligação podem ser removidas individualmente, o que deverá simplificar certas reparações físicas quando comparado com gerações anteriores da fabricante.
Apesar destas facilidades noutros componentes, a memória e o armazenamento continuam soldados diretamente à placa para poupar espaço físico e otimizar o consumo de energia, uma arquitetura padrão nos equipamentos Apple Silicon que exige uma escolha ponderada por parte do consumidor no momento da compra.












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