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Microsoft Exchange

Há vários anos que a Microsoft tem vindo a alertar os seus clientes empresariais para uma mudança inevitável: a reforma dos Exchange Web Services (EWS) no Exchange Online. Embora os avisos circulem desde 2023, a gigante tecnológica emitiu agora um lembrete final e decisivo para os administradores de TI, indicando que o tempo está a esgotar-se.

A partir de outubro de 2026, a empresa dará início a um plano de descontinuação faseada, um processo que culminará no encerramento total do serviço em 2027. Esta medida afetará exclusivamente o EWS no Microsoft 365 e Exchange Online, deixando as implementações locais do Exchange Server inalteradas por enquanto.

O calendário do fim e o impacto na nuvem

A transição para tecnologias mais modernas é a principal justificação para esta mudança. A tecnológica aponta a incompatibilidade com as necessidades atuais de segurança, fiabilidade e escalabilidade como os motores desta decisão, incentivando as organizações a migrarem para o Microsoft Graph. Esta alternativa oferece uma paridade de funcionalidades quase total com os casos de uso do EWS, garantindo uma experiência mais simples e segura na nuvem.

O processo de desativação será gerido através da política EWSEnabled, que sofrerá alterações cliente a cliente após o dia 1 de outubro de 2026. O impacto será significativo: se o valor for definido como "False", todo o acesso EWS será bloqueado. Se for "True", apenas as aplicações presentes numa lista de permissões (Allow List) poderão operar.

Para facilitar a gestão, a Microsoft introduzirá a "AppID Allow List", uma funcionalidade que permitirá aos administradores configurar quais as aplicações autorizadas a utilizar o EWS no Exchange Online via PowerShell. Um detalhe importante é que, se os clientes definirem o valor EWSEnabled como "True" até setembro de 2026, a empresa não alterará automaticamente essa definição para "False" após a data crítica de outubro.

Testes de impacto e migração urgente

Para garantir que nenhuma organização é apanhada de surpresa, a empresa planeia realizar os chamados "scream tests" (testes de grito). Esta prática consiste em desativar temporariamente o EWS para que os administradores possam identificar imediatamente quais as dependências que falham e, assim, gerir a situação antes do corte definitivo. No entanto, quem já tiver configurado explicitamente a política para permitir o acesso, ficará isento destes testes de interrupção.

O aviso é claro: após 1 de abril de 2027, o controlo sairá das mãos dos administradores. A partir dessa data, o serviço será totalmente desativado sem exceções. A empresa foi perentória ao afirmar que não serão concedidas extensões de prazo, independentemente das justificações apresentadas pelas empresas afetadas.

Os administradores de sistemas devem, por isso, rever urgentemente a utilização do EWS nas suas infraestruturas e planear a migração para o Microsoft Graph, conforme detalhado no comunicado oficial da Microsoft.

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