
A Nothing está a preparar a sua entrada no mercado dos óculos inteligentes focados em inteligência artificial. De acordo com as informações avançadas pela Bloomberg, a empresa londrina encontra-se a finalizar os detalhes do seu novo equipamento, cujo anúncio oficial deverá acontecer nos próximos meses, estando o lançamento previsto para a primeira metade de 2027. O objetivo da marca passa por criar uma alternativa sólida para combater o domínio das Ray-Ban Meta neste setor em rápido crescimento.
Características orientadas para a eficiência e acessibilidade
Os relatórios indicam que os novos óculos da Nothing vão integrar uma câmara, microfones e altifalantes. Até ao momento, não existem provas de que o dispositivo inclua um ecrã ou suporte para realidade aumentada, o que os posiciona como concorrentes diretos das atuais Ray-Ban Meta 2, num momento em que se aguarda também a chegada de novos modelos da concorrência com pequenos ecrãs informativos.
Para lidar com a carga de processamento exigida pela inteligência artificial, o equipamento irá delegar as tarefas mais pesadas no telemóvel do utilizador e na nuvem. Esta abordagem estratégica é fundamental para reduzir os custos de fabrico, permitir um design mais leve e confortável, e garantir uma autonomia superior. Para os consumidores, a combinação de captação de vídeo de boa qualidade com um preço apelativo costuma ser o fator decisivo na compra, seja para registar momentos durante viagens ou para assistência em tarefas diárias através de comandos de voz. Adicionalmente, a marca está também a preparar novos auriculares com funções de IA, cujo lançamento ocorrerá ainda este ano.
O ecossistema Essential Space dita o futuro da marca
A base de software para acolher este novo hardware já está a ser construída. A empresa lançou recentemente o Essential Space, um ambiente integrado onde a IA organiza captações e sugere ações personalizadas. Transportar esta capacidade de análise contextual dos telemóveis para uns óculos representa uma expansão natural para a fabricante, colocando a inteligência artificial numa posição de maior utilidade e acessibilidade imediata.
O mercado dos óculos inteligentes encontra-se em franca expansão. Dados recentes da Counterpoint revelam que os envios globais deste tipo de equipamentos cresceram 139% na segunda metade de 2025, face ao mesmo período do ano anterior. A Meta continua a alargar a sua liderança, recentemente reforçada com a introdução de modelos graduados, enquanto a Google avança com a plataforma Android XR. A entrada de um novo competidor neste espaço promete não só aquecer a inovação, mas também dinamizar os preços, num negócio que pode gerar centenas de milhões de euros em lucros caso o produto final corresponda às expectativas do público.












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