
A próxima geração de dispositivos dobráveis da Samsung está quase a chegar ao mercado, mas as notícias para a carteira dos consumidores não são as mais animadoras. De acordo com informações avançadas pelo 9to5Google, os preços europeus da nova linha de smartphones e relógios inteligentes vão sofrer aumentos significativos, com uma estrutura de valores que chega a ser irónica.
A ironia dos preços na linha Fold 8
A grande novidade deste ano é a introdução de um modelo com um formato mais largo, designado simplesmente por Galaxy Z Fold 8. Curiosamente, este dispositivo, que representa uma mudança real no design da marca, vai manter o preço base do ano passado, começando nos 1999 euros para a versão de 256 GB.
Por outro lado, o modelo Ultra, que consiste essencialmente numa ligeira atualização do hardware anterior com uma bateria maior e uma terceira câmara, vai sofrer um agravamento de 100 euros, fixando o seu valor inicial nos 2199 euros. As variantes com maior capacidade de armazenamento acompanham esta subida, com o modelo de 1 TB a atingir os 2799 euros. Torna-se difícil justificar este aumento num equipamento que traz tão poucas inovações face ao novo modelo base mais largo.
Flip 8 e relógios inteligentes acompanham a subida
A tendência de inflação não se fica pelo modelo de topo. O formato de concha da empresa também vai pesar mais no orçamento, com o Galaxy Z Flip 8 a começar agora nos 1299 euros, refletindo um aumento de 100 euros em relação à geração anterior.
Os acessórios também não escaparam a esta revisão de preços. A nova série de relógios Galaxy Watch 9 apresenta aumentos na ordem dos 10 porcento, com o modelo base Bluetooth de 40 mm a custar 409 euros. Já o aguardado Galaxy Watch Ultra 2 vai chegar às lojas por 749 euros, o que representa um salto de 50 euros.
É importante notar que estes valores foram revelados para a Alemanha. Tendo em conta a carga fiscal e o IVA praticados por cá, é altamente provável que os consumidores em Portugal encontrem preços ainda mais elevados quando os equipamentos chegarem às montras nacionais. Numa altura em que a concorrência apresenta alternativas cada vez mais fortes, resta saber se os fãs da marca estarão dispostos a suportar estes novos valores.












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