
A Capcom está a enfrentar uma dor de cabeça inesperada com o Resident Evil Requiem. Apenas um mês e meio após o seu lançamento a 27 de fevereiro, o mais recente título da popular franquia de terror viu o seu controverso sistema de proteção Denuvo ser contornado, num golpe que está a surpreender a indústria dos videojogos pela sua eficácia e rapidez.
O método inovador que contorna a segurança do sistema
O responsável por este feito atende pelo nome de voices38, um cracker que conseguiu quebrar a mais recente versão da tecnologia antipirataria. Ao contrário de tentativas anteriores, a grande novidade deste método reside no seu avanço técnico e na forma como interage com o equipamento.
Em vez de obrigar os utilizadores a desativarem configurações cruciais de segurança do Windows — como acontecia com o arriscado processo conhecido por HYPERVISOR Bypass —, esta nova técnica não exige que se comprometa a integridade do sistema operativo. Isto reduz significativamente os perigos para quem recorre a vias não oficiais para aceder ao título, marcando uma evolução notória nestes métodos.
Código oculto e a habitual estratégia da editora
No entanto, quem espera um aumento drástico de fluidez devido à remoção da proteção pode ficar desiludido. Apesar de o bloqueio ter sido ultrapassado, o código estrutural do Denuvo não foi eliminado na sua totalidade e continua a ser executado em segundo plano. Esta limitação técnica impede que se façam avaliações e comparações precisas para perceber até que ponto a ferramenta afeta negativamente o desempenho do jogo.
Ainda assim, a história recente do mercado indica qual será o desfecho mais provável. A Capcom, à semelhança de outras grandes editoras da indústria, tem o hábito de remover oficialmente o Denuvo através de uma atualização após o período inicial e mais rentável de vendas. Esta é uma estratégia que procura equilibrar a proteção dos lucros nos primeiros meses com a satisfação e estabilidade exigida pela comunidade de jogadores a longo prazo. Resta agora aguardar para perceber se esta quebra prematura vai acelerar a decisão da empresa nipónica.












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