
A ESET, especialista europeia em cibersegurança, revelou durante a RSA Conference 2026 um novo conjunto de ferramentas desenhado para proteger os trabalhadores e os dados das empresas contra as ameaças da inteligência artificial. Com lançamento previsto para o decorrer de 2026, esta solução foca-se em controlar a forma como os colaboradores utilizam ferramentas de IA, evitando a exposição de documentos internos, chaves de acesso sigilosas e credenciais.
Combate à Shadow AI e proteção em tempo real
Muitas vezes, os funcionários recorrem a chatbots sem a supervisão das equipas de informática, o que pode criar vulnerabilidades graves e a chamada Shadow AI. A estratégia da marca passa por atuar diretamente na origem, utilizando uma tecnologia de navegador seguro que analisa os pedidos feitos à inteligência artificial e as respostas que esta fornece em tempo real. Esta abordagem permite identificar links maliciosos ou tentativas de extração de dados sensíveis antes que o problema comprometa a rede da organização.
A empresa destaca que a IA agêntica — capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma mais autónoma — está a mudar o cenário de ataques informáticos. Por esse motivo, a visibilidade através da plataforma ESET PROTECT torna-se crucial para que as equipas de segurança consigam monitorizar como estas ferramentas são exploradas. Em colaboração com líderes da indústria como a OpenAI e a Microsoft, integradas na Agentic AI Foundation, a organização trabalha ainda para definir padrões de confiança e segurança no uso destes agentes.
Uma ferramenta gratuita para todos os utilizadores
Além das soluções empresariais, foi lançado o ESET AI Skills Checker. Esta ferramenta gratuita está disponível mesmo para quem não é cliente da marca e serve para analisar as capacidades de inteligência artificial à procura de código malicioso ou instruções ocultas perigosas. Através de um processo de análise multicamada e isolamento em nuvem, o sistema consegue verificar se uma determinada integração de IA representa um risco real para o utilizador.
Com mais de 30 anos de experiência na proteção de dispositivos, a marca pretende agora blindar a nova vaga tecnológica onde os cibercriminosos usam a própria tecnologia para automatizar burlas e técnicas sofisticadas de engenharia social. A proteção estende-se também à cadeia de abastecimento, onde ferramentas comprometidas em bibliotecas de código podem servir de porta de entrada para invasões silenciosas nos sistemas das empresas.












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