
Daniel Moreno-Gama enfrenta agora pesadas acusações federais depois de viajar do estado do Texas para a Califórnia com o objetivo claro de matar o diretor executivo da OpenAI, Sam Altman. O incidente desenrolou-se a 10 de abril, culminando na detenção do suspeito após este ter atirado um cocktail Molotov contra a casa do líder da empresa e tentado invadir as instalações da sede.
De acordo com as informações divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o homem não se ficou por aí. Quando chegou à sede da tecnológica, tentou destruir as portas de vidro da entrada usando uma cadeira, afirmando aos presentes que o seu propósito era incendiar o local e acabar com a vida de qualquer pessoa que estivesse lá dentro.
Um plano detalhado e perigoso travado a tempo
As autoridades norte-americanas revelaram que Moreno-Gama estava fortemente equipado para causar danos massivos. No momento da detenção por parte dos agentes do departamento de polícia de São Francisco, o suspeito tinha na sua posse dispositivos incendiários, um garrafão de querosene e um isqueiro.
Neste momento, enfrenta acusações que incluem a tentativa de dano e destruição de propriedade através do uso de explosivos, assim como a posse de uma arma de fogo não registada. Estes crimes acarretam penas máximas bastante severas, podendo chegar aos 20 e 10 anos de prisão, respetivamente.
O manifesto contra o risco de extinção
Além de todo o material perigoso, os agentes policiais descobriram algo ainda mais sombrio na posse do suspeito. Segundo os detalhes presentes na queixa-crime oficial, o homem transportava um documento intitulado "O teu último aviso", que também enviou por email a várias pessoas da sua antiga faculdade no Texas, exatamente no mesmo dia do ataque.
O texto estava dividido em três partes e defendia ativamente a morte de executivos e investidores ligados a empresas de inteligência artificial. Na primeira secção, Moreno-Gama assumia a responsabilidade pelas suas ações, referindo que se ia incitar outros a cometer crimes, teria de dar o exemplo e demonstrar a sua sinceridade através da tentativa de homicídio do diretor da empresa. O documento incluía ainda uma lista com nomes e moradas de outros membros de conselhos de administração e líderes do setor.
Na segunda parte do manifesto, o suspeito expunha os seus receios, discutindo o risco que esta tecnologia representa e afirmando tratar-se de uma ameaça de extinção iminente para a humanidade. Por fim, a terceira parte era uma carta aberta dirigida diretamente à vítima principal, avisando o executivo de que, se por algum milagre sobrevivesse ao ataque, deveria interpretar isso como um sinal divino para se redimir.












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