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A fabricante sul-coreana anunciou esta segunda-feira, dia 4 de maio de 2026, uma reestruturação inesperada na sua gestão intermédia. Won-Jin Lee, um veterano do marketing, foi nomeado como o novo responsável pela divisão de ecrãs e televisões da empresa, substituindo Seok Woo Yong, que passa agora a atuar como conselheiro na área de experiências de dispositivos. A informação foi avançada através de um comunicado oficial da empresa, marcando uma clara mudança de rumo na estratégia da marca.

O perfil do novo líder

Ao contrário dos diretores anteriores da divisão visual, que construíram as suas carreiras com uma forte base em hardware, Won-Jin Lee chega ao cargo com um histórico focado no marketing digital, plataformas de conteúdo e publicidade. Antes de assumir este novo desafio, Lee ocupava a posição de presidente e líder do gabinete de marketing global da Samsung.

O seu percurso no mercado tecnológico é longo e inclui a fundação da filial sul-coreana da Google, onde se tornou o primeiro vice-presidente coreano na sede global da gigante das pesquisas. Desde que entrou na fabricante asiática em 2014, o seu maior destaque foi a criação do serviço de streaming Samsung TV Plus. Esta aposta transformou os televisores inteligentes da marca numa fonte constante de receitas através de transmissões gratuitas suportadas por publicidade.

A divisão que Lee agora lidera é uma parte central da empresa, sendo responsável pelo desenvolvimento e produção de televisores, incluindo os modelos premium com painéis mais avançados, bem como monitores dedicados aos videojogos, equipamentos de áudio e soluções de sinalização digital para o setor comercial.

Contraste nos resultados financeiros

Esta alteração na liderança surge no seguimento da apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026. A área focada nos consumidores, que agrupa os ecrãs e os eletrodomésticos, registou receitas consolidadas a rondar os 9,7 mil milhões de euros e um lucro operacional de aproximadamente 135 milhões de euros. Tratam-se de números sólidos, mas que contrastam de forma evidente com outras divisões da gigante tecnológica.

No mesmo relatório, a divisão de semicondutores destacou-se ao gerar um lucro operacional avassalador de 34 mil milhões de euros, impulsionado pela enorme procura por componentes dedicados à inteligência artificial. Por outro lado, a secção focada nos telemóveis viu os seus lucros caírem para perto de 1,7 mil milhões de euros, uma descida justificada pelo aumento dos custos de produção. No panorama global, a empresa alcançou um lucro operacional recorde de quase 36 mil milhões de euros nestes primeiros três meses do ano.

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