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O crescimento da inteligência artificial exige cada vez mais recursos, e a Anthropic acaba de dar um passo de gigante para garantir a operação contínua dos seus modelos. Segundo avançou Elon Musk na sua rede social, a empresa responsável pelo Claude assinou um acordo para utilizar a totalidade dos 300 megawatts de capacidade de computação disponíveis no centro de dados Colossus 1 da SpaceX.

O desafio do crescimento e os novos parceiros

Este movimento surge após a aquisição da xAI pela empresa espacial no início deste ano, unindo as operações de satélites e de inteligência artificial sob o mesmo teto. O centro de dados Colossus 1, construído no ano passado, conta com um impressionante arsenal de 220.000 aceleradores gráficos da NVIDIA, abrangendo desde os processadores H100 e H200 até à geração GB200.

A expansão procura resolver a escassez de recursos provocada pelo crescimento sem precedentes do Claude Code, que tem dificultado a resposta às exigências dos utilizadores. Para mitigar estas restrições, a empresa já tinha desenhado um roteiro agressivo para este ano, assinando um contrato de até 5 gigawatts com a Amazon, que prevê quase 1 gigawatt de capacidade nova até ao final de 2026. A estes juntam-se acordos adicionais de 5 gigawatts com a Google e a Broadcom, com entrada em funcionamento agendada para 2027, além da utilização de 30 mil milhões de dólares em capacidade partilhada entre a Microsoft e a NVIDIA.

Computação em órbita e o aumento de limites

A capacidade computacional agora garantida servirá diretamente para melhorar a experiência dos subscritores Claude Pro e Claude Max. Contudo, a nova parceria revela ambições que vão além da infraestrutura terrestre. As empresas manifestaram interesse em desenvolver em conjunto uma infraestrutura de capacidade computacional orbital na ordem dos múltiplos gigawatts, embora a tecnologia ainda se encontre nas suas fases iniciais.

A equipa responsável pela exploração espacial sublinha que as exigências da próxima geração de inteligência artificial estão a ultrapassar a capacidade das redes terrestres em termos de fornecimento de energia, espaço físico e arrefecimento. Ao aproveitar a vasta experiência em lançamentos e a economia de colocação em órbita, a organização pretende transformar a computação espacial num programa de engenharia a curto prazo. Caso os desafios sejam superados, o espaço oferece energia sustentável quase ilimitada com menor impacto no planeta Terra.

Em resposta ao feedback dos programadores, foi também anunciado que os limites de utilização de cinco horas do Claude Code foram duplicados para os planos Pro, Max, Team e Enterprise. Além disso, a redução de limites durante as horas de maior tráfego foi eliminada para as contas Pro e Max, enquanto os limites da interface de programação para os modelos Claude Opus sofreram um aumento significativo.

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