
A Sony e a Bandai Namco estabeleceram uma nova parceria estratégica focada na implementação de inteligência artificial generativa para o desenvolvimento de videojogos e conteúdos multimédia. De acordo com informações avançadas pelo Insider Gaming, este projeto-piloto visa aumentar a produtividade dos criadores de forma drástica, garantindo um novo nível de eficiência na produção de ambas as empresas.
Durante a apresentação da estratégia corporativa da fabricante nipónica, o diretor executivo Hiroki Totoki assegurou que a tecnologia não tem como objetivo substituir os artistas humanos. Em vez disso, funcionará como um complemento para amplificar a imaginação criativa. Para contornar as falhas comuns destas ferramentas, como a falta de coerência e controlo, os sistemas foram treinados e afinados com dados proprietários, resultando em criações muito mais precisas e com custos reduzidos.
A expansão de marcas e o uso de dados
A aliança inclui a participação da Gaudiy e um investimento de 10 mil milhões de ienes (cerca de 60 milhões de euros) focado em levar as marcas japonesas ao mercado global com o apoio da tecnologia blockchain. O plano passa por unir os registos de dados das empresas para criar um ecossistema seguro onde os fãs e os programadores consigam interagir de forma perfeitamente integrada. Esta união garante inovação com segurança digital em todos os níveis, uma mecânica que já é aplicada oficialmente na geração de imagens para os modelos Gunpla.
O programa foca-se em cinco pilares fundamentais, que vão desde a melhoria na criação de conteúdos até à expansão das marcas, com o objetivo de fortalecer a autenticidade dos produtos perante a audiência mundial e recomendar novos títulos ou momentos de jogo que reflitam o gosto de cada utilizador.
Ferramentas internas e o futuro nas consolas
No seio da PlayStation, a evolução já se faz sentir através da ferramenta Mockingbird, capaz de gerar animações faciais em tempo recorde a partir de capturas de movimento. Segundo Hideaki Nishino, estúdios como a Naughty Dog e o San Diego Studio já implementaram esta solução de forma intensiva em títulos recentes como MLB The Show 26, cobrindo agora fluxos repetitivos e modelagem 3D em todas as equipas principais.
Os avanços estendem-se à renderização avançada de cabelo em 3D e à tecnologia PSSR, que utiliza a aprendizagem automática para elevar o detalhe gráfico na PS5 Pro em jogos como Saros e Ghost of Yotei. Em paralelo, divisões como a Sony Pictures e Music realizaram investimentos de 50 milhões de dólares (cerca de 46 milhões de euros) para proteger direitos e otimizar conversões, enquanto os sistemas de pagamento automatizados garantiram receitas superiores a 700 milhões de dólares nos últimos anos.
Apesar da profunda otimização no software, a adoção generalizada destes sistemas provocou uma escassez mundial de memórias. Este obstáculo ditará uma quebra inevitável nas vendas da PS5 durante os anos fiscais de 2026 e 2027. Perante a crise de componentes, a fabricante optou por não definir qualquer data ou preço para a futura PS6, ponderando mesmo uma restruturação profunda dos seus modelos de negócio para o futuro, sem nunca abrandar o registo de patentes de novas soluções tecnológicas.












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