
A Figure AI voltou a elevar o patamar da robótica humanoide com uma demonstração em que uma equipa de robôs trabalhou durante um turno completo de oito horas. Segundo os dados partilhados na rede social X, a operação decorreu de forma totalmente autónoma num ambiente logístico, mostrando máquinas a identificar, manipular e classificar encomendas numa passadeira.
A demonstração foi além do turno padrão, com uma transmissão em direto a revelar vários modelos Figure 03 a somarem até 24 horas consecutivas de trabalho. Durante este período, a frota coordenada de robôs conseguiu manipular mais de 30 mil pacotes. Ao contrário de vídeos curtos em laboratórios, esta exibição focou-se em provar que as máquinas conseguem suportar a carga de uma jornada laboral completa num ambiente que simula a realidade de um armazém.
O cérebro por trás da operação logística
O sucesso desta iniciativa apoia-se no Helix-02, um sistema avançado de IA desenhado para controlar o corpo do humanoide na sua totalidade. Esta arquitetura processa dados sensoriais que englobam a visão, o tato e o equilíbrio, permitindo ao robô executar movimentos complexos. O sistema conta com mais de mil horas de dados de movimento humano e aprendizagem por reforço, eliminando a necessidade de programar cada ação mecânica de forma rígida e individual.
O hardware do Figure 03 complementa este sistema informático com câmaras de alta velocidade e sensores nas palmas das mãos capazes de detetar pressões mínimas. Esta configuração garante que a máquina mantém a coordenação tátil mesmo quando a sua visão principal fica obstruída por caixas de grande volume ou prateleiras estreitas.
Autonomia e integração nas fábricas
Manter robôs a operar durante tantas horas exige uma gestão de frota altamente eficiente. A bateria de 2,3 kWh oferece cerca de cinco horas de autonomia em esforço máximo, o que significa que as 24 horas de operação contínua resultam da rotação inteligente das máquinas. Enquanto algumas unidades carregam nos postos de carregamento rápido de 2 kW, outras assumem as funções pendentes, garantindo que a linha de classificação nunca para.
Apesar de alguns erros naturais documentados durante a transmissão, como pacotes a cair ao chão ou manipulados de forma imperfeita, a evolução prática é notória. Esta flexibilidade afasta-se dos robôs industriais clássicos e baseia-se na experiência recolhida em 2025 nas instalações da BMW, onde os modelos anteriores participaram ativamente na produção de milhares de veículos. Resta agora perceber com precisão o rácio de custo energético e quantas unidades são exatamente necessárias para igualar a rentabilidade económica de um trabalhador humano.












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