
A AMD encontra-se a preparar a nova geração de processadores baseados na arquitetura Zen 6, conhecidos pelo nome de código Venice. De acordo com as informações divulgadas pelo utilizador 9550pro (HXL) na rede social X, a fabricante optou por uma estratégia de fabrico que separa as versões da componente de processamento em dois nós distintos da TSMC. A variante Dense, equipada com 256 núcleos, será produzida no processo N2, enquanto a versão Classic, com 96 núcleos, utilizará o nó N2P, que se apresenta como mais avançado.
A lógica por trás da escolha dos nós N2 e N2P
À primeira vista, a decisão de não utilizar o processo mais recente (N2P) no componente com maior número de núcleos parece contrariar a lógica habitual. O processo N2 marca a transição da TSMC para transístores do tipo Nanosheet, representando uma melhoria face à tecnologia N3E. Por sua vez, o N2P adiciona um aumento de 5% no desempenho e promete até 36% menos consumo de energia à mesma velocidade de relógio face à geração anterior.
No entanto, a variante Venice Dense de 256 núcleos, previsivelmente baseada em núcleos Zen 6C, foca-se na eficiência térmica e na maximização do espaço no silício. O objetivo desta arquitetura passa por integrar o maior número de núcleos por socket e garantir o máximo desempenho multithread dentro de um limite térmico rigoroso. Neste cenário, a utilização da litografia N2 torna-se adequada, visto que o design já está otimizado para a densidade bruta e não depende de frequências extremamente elevadas.
Custos de produção e volume para servidores
O fator económico e a capacidade de produção assumem um papel essencial nesta equação. Para o mercado de servidores e grandes infraestruturas, as fabricantes dão prioridade ao custo por placa (wafer), aos níveis de rendimento das linhas de fabrico (yield rate) e à maturidade do próprio processo. Se a tecnologia N2 apresentar uma disponibilidade inicial superior, a empresa pode optar por esta solução para escalar a produção dos seus chiplets de forma mais estável.
Por outro lado, a versão Venice Classic, equipada com 96 núcleos, procura oferecer um maior desempenho individual por núcleo, frequências de operação mais altas e um aumento da memória cache. Para este perfil de exigência, o processo N2P encaixa de forma ideal, tirando partido daquele incremento de 5% no desempenho bruto, especialmente em tarefas onde a velocidade de cada núcleo dita o ritmo de processamento.
Ainda que a fuga de informação não confirme a calendarização final ou as amostras de engenharia definitivas, a separação de linhas de produção reflete uma estratégia técnica ponderada. Esta dualidade de fabrico poderá também estender-se ao mercado dos portáteis e de PC, caso as datas de desenvolvimento acompanhem as perspetivas da marca.












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