
A arquitetura Zen transformou por completo o panorama dos processadores, colocando a marca a competir lado a lado com a concorrência e, em muitos casos, a ultrapassar a Intel. Agora, os olhares viram-se para os servidores e centros de dados, onde as amostras de engenharia dos processadores EPYC Venice com arquitetura Zen 6 apareceram em testes de desempenho nas novas plataformas SP7, batizadas de Congo, Kenya e Nigeria, segundo as informações reveladas pela Wccftech.
Se a linha de consumo impressiona pela sua capacidade, a família EPYC joga numa liga completamente diferente em termos de potência bruta. Concebidos para infraestruturas de alto rendimento, estes processadores oferecem uma combinação rigorosa entre poder de processamento, eficiência energética e a capacidade de gerir quantidades colossais de memória RAM. A série Venice requer o imponente encaixe SP7 e a documentação aponta para um aumento de 30% na densidade de processamento e uma melhoria de 70% no desempenho por watt.
Testes de desempenho mostram a força bruta de 192 núcleos
Um dos destaques dos testes recai sobre o exemplar baseado na plataforma Congo da AMD. Este silício impressionante conta com 192 núcleos e 384 linhas de execução, suportado por 512 GB de memória RAM DDR5 a 8000 MHz e 50 TB de armazenamento rápido. No teste de compressão do 7-Zip, a unidade alcançou 898.580 MIPS, um valor ligeiramente abaixo dos 1.021.461 MIPS conseguidos pela geração anterior Turin. Contudo, a situação inverte-se na descompressão, com o Venice a registar 1.032.521 MIPS, superando os 976.231 MIPS do seu antecessor.

Ainda na plataforma Congo, foi avaliada uma versão de 64 núcleos no SysMark 2.0, que ficou aquém das alternativas equivalentes no mercado. A surpresa chegou com a estreia da plataforma Kenya, que apresentou um processador de 128 núcleos a funcionar a 4,02 GHz. Este modelo revelou a sua capacidade na codificação de vídeo, alcançando 46,55 fotogramas por segundo no exigente teste Bósforo 4K x265, ultrapassando os 35,3 fotogramas do equivalente em Turin. Na resolução de 1080p, o modelo mais antigo levou a melhor com 130 fotogramas contra os 116,42 do novo chip.
A aposta no duplo processamento com a plataforma Nigeria
Para fechar o leque de amostras testadas, surgiram três processadores concebidos para a plataforma Nigeria 2P, desenhada especificamente para sistemas de duplo processador. Estas variantes dividem-se em contagens de 64, 128 e 192 núcleos de processamento.
O modelo topo de gama de 192 núcleos destacou-se por bater a geração Zen 5 em 4% no teste de compressão do 7-Zip. Apesar deste avanço pontual, o desempenho em tarefas de descompressão não conseguiu acompanhar o ritmo, acabando por ser 47% mais lento do que as alternativas equivalentes baseadas na arquitetura Turin.












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