
A Microsoft começou a lançar correções de segurança para duas vulnerabilidades no Defender que estão a ser exploradas em ataques reais de dia zero. De acordo com o alerta emitido pela CISA, a gravidade da situação levou a agência a adicionar as falhas ao seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas, ordenando que as entidades governamentais protejam os seus equipamentos o mais tardar até ao dia 3 de junho.
Detalhes das vulnerabilidades de dia zero
A primeira falha, identificada como CVE-2026-41091, afeta o motor de proteção contra malware da empresa (nas versões 1.1.26030.3008 e anteriores). Este problema resulta de uma resolução inadequada de atalhos antes do acesso aos ficheiros, o que permite aos atacantes obter privilégios máximos de sistema no equipamento comprometido.
A segunda vulnerabilidade (CVE-2026-45498) atinge a plataforma antimalware (versões 4.18.26030.3011 e anteriores), que também é utilizada por outras ferramentas de segurança corporativas. A sua exploração permite que os intervenientes maliciosos criem estados de negação de serviço em dispositivos que não tenham recebido a devida correção.
A empresa já disponibilizou as versões atualizadas (1.1.26040.8 e 4.18.26040.7, respetivamente). Por norma, não é necessário realizar qualquer ação manual, uma vez que a configuração predefinida do software garante que as definições de malware são mantidas atualizadas de forma automática.
Como verificar a atualização da segurança
Apesar da natureza automática do processo, é aconselhável confirmar se os sistemas Windows receberam as versões mais recentes para evitar potenciais riscos. O processo de verificação é simples e pode ser feito através das definições do sistema.
Abre a Segurança do Windows (podes pesquisar por "Segurança" na barra de tarefas).
Seleciona a opção de proteção contra vírus e ameaças.
Na área correspondente às atualizações, clica para forçar uma nova verificação.
Para confirmar os dados técnicos, acede às definições na barra lateral e depois clica em "Sobre".
Verifica a versão do cliente instalada: se o número do pacote for igual ou superior às versões corrigidas mencionadas acima, o sistema encontra-se protegido.
A agência de cibersegurança norte-americana relembra que este tipo de ataque é muito comum e representa um risco significativo para qualquer infraestrutura. Em paralelo, a Microsoft também detalhou esta semana as medidas de mitigação necessárias para travar a falha YellowKey, outra vulnerabilidade crítica de dia zero associada ao BitLocker que permite contornar a proteção das unidades.












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