
A Microsoft está a preparar uma atualização estratégica para o PowerToys com o objetivo de reduzir o impacto no consumo de memória RAM. Segundo os detalhes avançados pelo site Windows Latest, a popular suíte de ferramentas no Windows 11 vai receber um modo de baixo consumo, focado em encerrar de forma automática os processos inativos que ficam abertos em segundo plano.
Fim do peso dos processos inativos
Atualmente, várias ferramentas deste conjunto mantêm a sua interface constantemente carregada na memória do sistema. Este comportamento serve para garantir que as aplicações abram de forma quase instantânea quando o utilizador recorre a um atalho. No entanto, o custo acumulado é considerável, com alguns destes processos individuais a ultrapassarem os 200 MB de consumo de RAM de forma constante.
Embora os computadores mais potentes consigam gerir esta carga sem grandes dificuldades, a situação torna-se um entrave real para equipamentos com recursos mais limitados. Com esta novidade, cuja base foi identificada no GitHub através da submissão de código #47487, o processo auxiliar de cada ferramenta será completamente encerrado após a conclusão da tarefa. Quando voltar a ser solicitada, o arranque inicial será ligeiramente mais lento, mas a gestão dos recursos será consideravelmente mais eficiente.

Integração nativa e opções de escolha
Nesta fase de implementação, o modo de poupança irá abranger quatro ferramentas específicas: o Text Extractor, o Color Picker, o Advanced Paste e o Peek. A opção vai surgir de forma intuitiva nas definições gerais do PowerToys, num novo painel acompanhado por um ícone em forma de folha, alinhando-se assim com o aspeto visual do modo de eficiência nativo do Gestor de Tarefas.
Esta otimização ganha particular importância face à atual estratégia da empresa, que continua a comercializar equipamentos de topo com apenas 8 GB de RAM. A ativação deste modo será inteiramente opcional, garantindo que o comportamento veloz do PowerToys é mantido como padrão. Ficará assim nas mãos do utilizador decidir se prefere abdicar de alguns milissegundos na abertura das ferramentas em troca de uma poupança valiosa de memória RAM.
A funcionalidade já ultrapassou os testes de validação iniciais em sistemas baseados na arquitetura ARM64 e encontra-se agora a aguardar a luz verde final dos programadores para ser disponibilizada ao público em geral.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!