
A Google expôs acidentalmente os detalhes de uma falha de segurança grave no motor Chromium, que permite a execução de código JavaScript em segundo plano mesmo após o fecho do navegador. Segundo avança a Ars Technica, o problema permanece por corrigir nas versões mais recentes e afeta milhões de utilizadores.
Falha permite criação de redes maliciosas no navegador
A vulnerabilidade foi reportada pela investigadora de segurança Lyra Rebane em dezembro de 2022. O problema reside na forma como o motor lida com processos em segundo plano, permitindo que uma página maliciosa crie uma tarefa que nunca é terminada. Isto possibilita a execução contínua de código nos dispositivos dos visitantes sem o seu conhecimento.
A investigadora sublinha que este cenário facilita a criação de botnets compostas por dezenas de milhares de navegadores, o que pode ser usado para lançar ataques de negação de serviço, redirecionar tráfego ou servir como proxy para atividades ilícitas. A falha afeta todos os navegadores baseados na tecnologia Chromium, incluindo o Chrome da Google, Microsoft Edge, Brave, Opera e Vivaldi.
Exposição acidental complica a segurança dos utilizadores
Em outubro de 2024, a equipa de desenvolvimento notou que a vulnerabilidade continuava aberta. Já a 10 de fevereiro deste ano, o problema foi marcado como resolvido no sistema de recompensas, o que gerou o pagamento de mil dólares à investigadora. No entanto, a correção efetiva nunca chegou a ser distribuída ao público.
Como o sistema regista a falha como resolvida há mais de catorze semanas, os detalhes foram publicados de forma automática e tornados públicos a 20 de maio. Rebane testou de imediato a falha nas versões Chrome Dev 150 e Edge 148, confirmando que o problema continua ativo. No caso do Edge, a vulnerabilidade tornou-se ainda mais silenciosa, uma vez que o menu de transferências já não surge no ecrã para alertar o utilizador sobre a atividade.
Apesar de a documentação do problema ter sido novamente ocultada pouco tempo depois, a informação esteve exposta o tempo suficiente para ser partilhada online. A investigadora clarifica que a falha não quebra as barreiras de segurança do navegador, o que significa que os atacantes não conseguem aceder a ficheiros ou dados do sistema operativo da vítima, mas o risco de abuso em larga escala deverá motivar o lançamento de correções de emergência.












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