
Demis Hassabis, o CEO da Google DeepMind, acredita que a inteligência artificial geral está muito mais perto do que imaginamos. Segundo as declarações partilhadas pelo Firstpost, o executivo prevê que esta evolução tecnológica, capaz de igualar ou até superar a capacidade cognitiva humana, poderá ser uma realidade já no ano de 2029. Hassabis deixa ainda um aviso muito sério de que a sociedade atual, assim como os governos e as empresas, não se encontra preparada para o impacto destas drásticas mudanças tecnológicas que acontecem a um ritmo alucinante.
A nova era dos agentes autónomos
Falando após a conferência anual de programadores da gigante tecnológica, o responsável sublinhou que os recentes avanços na área não são meros acasos ou saltos isolados. A indústria descobriu um rumo técnico sustentável e o primeiro grande teste de resistência para a sociedade será a chamada era dos agentes. Esta fase já começou a dar os primeiros passos com sistemas que operam com grande independência em áreas cruciais como a programação, a automação e a produtividade, sendo o Google Spark um dos exemplos emergentes no ecossistema atual.
O salto para o raciocínio superior e a necessidade de leis
No entanto, os agentes que conhecemos hoje são apenas uma pequena amostra do que está para vir. O futuro trará sistemas dotados de capacidades muito mais profundas ao nível do planeamento, pesquisa e raciocínio. Esta é a essência da inteligência artificial geral, um conceito debatido de forma acesa nos últimos anos e que dita o momento em que as máquinas ultrapassam de forma consistente a inteligência do ser humano. O CEO baseia a sua perspetiva no ritmo de evolução constante dos modelos atuais, referindo de forma explícita os avanços rápidos de empresas rivais como a Anthropic, que têm superado todas as expectativas governamentais e corporativas globais.
Perante este cenário, Hassabis apela à urgência imediata na elaboração de regulamentações e diretrizes de segurança. O responsável nota que muitos formuladores de políticas e economistas continuam a subestimar a rapidez da transformação que a tecnologia atravessa, o que acaba por gerar um fosso bastante perigoso entre a inovação e o enquadramento legal. A janela de oportunidade para preparar o mundo e aprovar medidas de contenção ainda existe, mas o executivo adverte que esta se encontra a encurtar a cada dia que passa.












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