
A Microsoft anunciou hoje a disponibilidade global do Copilot Cowork, uma nova funcionalidade autónoma integrada no seu ecossistema de produtividade. Segundo os detalhes partilhados no blog oficial da empresa, esta ferramenta foi desenhada para executar tarefas longas e complexas de forma independente, utilizando múltiplas aplicações em simultâneo sem necessidade de intervenção humana constante.
Após um período de testes de três meses no programa Frontier, a solução já está a ser adotada por mais de metade das empresas da Fortune 500. Nomes de peso como a Accenture, Avanade, Zurich Insurance e Capital Group recorreram ao sistema para automatizar processos exigentes. Os resultados revelam que atividades morosas, como a análise de milhares de ficheiros ou a edição de folhas de cálculo complexas, passaram de uma semana de trabalho manual para apenas uma manhã de processamento.
O que muda com a nova arquitetura autónoma
Ao contrário de um assistente convencional que sugere rascunhos ou recomendações, esta nova aposta assume o controlo da execução de ponta a ponta. O utilizador apenas define o objetivo final e os parâmetros do trabalho. Para garantir este nível de autonomia, a infraestrutura apoia-se na execução baseada na cloud e numa integração profunda com o motor de contexto Work IQ, garantindo que as ações refletem a realidade dos dados e as políticas de segurança de cada organização.
A arquitetura multi-modelo permite que o sistema se adapte à exigência de cada pedido específico. Com este lançamento, a tecnológica introduziu também o modelo Cowork 1, concebido para manter níveis elevados de qualidade a um custo substancialmente mais reduzido. Além disso, foram expandidas as capacidades de navegação web através do browser Edge, juntamente com o suporte para um ecossistema crescente de plugins de parceiros.
Modelo de custos focado na utilização real
O acesso a esta novidade exige uma licença ativa do Microsoft 365 Copilot User Subscription, mas introduz uma nova mecânica de faturação para complementar o preço fixo por utilizador. O sistema funciona através de Copilot Credits, onde as empresas pagam estritamente pelas tarefas executadas. O valor final de cada operação varia consoante o tempo de processamento, o volume de acesso ao contexto, as ferramentas ativadas e os modelos de linguagem escolhidos.
A tecnológica destaca que este formato é, em média, 30 a 40% mais económico quando comparado com o Claude Cowork a usar o conector do Microsoft 365. Para evitar surpresas nas contas, a funcionalidade vem desativada de origem. Os administradores informáticos têm ao seu dispor ferramentas rigorosas para definir orçamentos, estabelecer limites por departamento ou utilizador e configurar alertas de consumo. As opções de pagamento flexíveis incluem o modelo pay-as-you-go, com um preço indicativo de 0,01 dólares (cerca de 0,009 euros) por crédito, permitindo uma adoção controlada e transparente.












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