
Os utilizadores do chatbot Claude poderão ter de confirmar a sua identidade através do envio de documentos oficiais para continuarem a aceder à tecnologia em determinados cenários. De acordo com o que avançou o portal TechCrunch, esta nova diretriz surge integrada na atualização mais recente das políticas de privacidade da Anthropic, tendo como principal objetivo combater fraudes e mitigar possíveis abusos da ferramenta no mercado.
Medida foca-se na prevenção de fraudes
Com a entrada em vigor dos novos termos de utilização, agendada para o dia 8 de julho, o sistema da plataforma poderá solicitar uma versão digitalizada da carta de condução ou do passaporte. Em situações específicas, os utilizadores terão ainda de submeter uma selfie ou um vídeo curto para complementar o processo de validação de segurança. A startup referiu que poderá reter um registo do resultado desta verificação para assegurar que as contas cumprem os requisitos de idade mínima estabelecidos no início do ano.
O porta-voz da empresa, Michael Aciman, realçou que esta política será aplicada apenas a um pequeno subconjunto de perfis no chatbot. Este grupo é constituído por contas que foram sinalizadas por alegada atividade fraudulenta mas que ainda não sofreram um bloqueio definitivo. Desta forma, o mecanismo funcionará também como um canal de recurso, permitindo aos utilizadores legítimos contestar suspensões e reativar os seus perfis caso provem não ter feito uma utilização indevida da tecnologia.
Preocupações com a segurança dos dados recolhidos
A implementação da nova política levantou de imediato questões relacionadas com a privacidade e o armazenamento de dados sensíveis na internet. Todo o processo de triagem será gerido pela Persona, uma plataforma global especializada na verificação de identidades digitais. Contudo, a ausência de esclarecimentos detalhados sobre o tempo exato que estas informações permanecerão guardadas nos servidores da empresa e quais as barreiras de proteção ativas contra acessos maliciosos tem gerado alguma apreensão junto da comunidade, sem que a dona do chatbot tenha clarificado esses pontos.
A organização negou também qualquer correlação entre este novo protocolo e a recente paralisação dos modelos avançados Fable e Mythos por determinação da Casa Branca. Na altura, as exigências de bloqueio a acessos estrangeiros motivaram a interrupção geral destas versões devido à complexidade técnica em cumprir a ordem. Atualmente, os termos atualizados confirmam que a partilha de documentos poderá ser exigida para fins de administração de contas, prevenção de crimes informáticos e investigação de abusos no sistema.












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