
A Apple confiou a totalidade da produção de painéis OLED para a sua linha de dispositivos de 2026 às tecnológicas sul-coreanas Samsung e LG, deixando a fabricante chinesa BOE fora do fornecimento inicial deste ano. De acordo com os dados avançados pelo jornal ETNews, a fabricação em massa destes componentes já arrancou para garantir o stock dos produtos agendados para a segunda metade do ano, marcando uma forte exclusividade no mercado asiático.
Divisão de encomendas entre as gigantes sul-coreanas
A distribuição das ordens de produção revela estratégias distintas para cada categoria de produto da empresa norte-americana. A Samsung Display assumiu a responsabilidade exclusiva pelo fornecimento de ecrãs para o iPad mini, com uma estimativa de 2 milhões de unidades, e para o primeiro iPhone dobrável, cuja meta aponta para os 10 milhões de painéis. Além disso, a empresa assegurou as encomendas para os novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas, cuja produção arranca no próximo mês com a entrada em funcionamento da sua nova linha de ecrãs OLED de geração 8.6.
Por outro lado, a LG Display garantiu os direitos exclusivos para fabricar 34 milhões de painéis OLED destinados ao Apple Watch Series 12. No segmento dos smartphones mais avançados, as duas fornecedoras vão partilhar esforços para entregar um total combinado de 90 milhões de ecrãs para o iPhone 18 Pro e para o iPhone 18 Pro Max.
Impacto no mercado e avanços na tecnologia LTPO+
O afastamento da BOE deste ciclo inicial de encomendas deveu-se a problemas sérios no controlo de qualidade que afetaram os ecrãs do iPhone 17 Pro no ano passado, tendo a fabricante chinesa apenas conseguido retomar as suas entregas em abril. Esta situação acabou por estreitar ainda mais os laços da Apple com o ecossistema industrial da Coreia do Sul, gerando uma dependência mútua elevada. Os relatórios de sustentabilidade mostram que a Apple representa 45,6% das receitas de ecrãs da Samsung e cerca de 58,4% das receitas da LG Display.
Para os novos telemóveis topo de gama, a Samsung Display e a sua rival vão introduzir a tecnologia LTPO+ OLED. Este avanço promete uma eficiência energética superior e uma resposta de ecrã muito mais rápida, sobretudo em cenários de baixa luminosidade. Para os consumidores na Europa e em Portugal, esta concentração em dois fornecedores de grande capacidade visa assegurar que a distribuição inicial decorra sem os habituais atrasos causados por falhas na cadeia de distribuição.












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