
A Xiaomi decidiu entrar no mercado dos servidores domésticos com a apresentação de uma nova solução desenhada para organizar ficheiros locais. A informação foi revelada através da plataforma de financiamento Xiaomi Youpin, confirmando o lançamento de um equipamento focado em facilitar a vida a quem procura uma alternativa aos serviços pagos de armazenamento online.
Um servidor doméstico à prova de leigos
O dispositivo aposta num formato compacto e minimalista, seguindo a linha estética caraterística da marca asiática para ocupar pouco espaço numa secretária ou na sala de estar. A estrutura comporta duas unidades de armazenamento num formato dual-bay e afasta a complexidade técnica habitualmente associada a este tipo de equipamentos de rede.
O segredo para esta facilidade de uso está no sistema operativo HyperOS, que garante uma ligação nativa para transferir automaticamente fotografias e vídeos a partir de dispositivos móveis com apenas alguns toques no ecrã. O suporte de software abrange o ecossistema Apple com o iOS e o macOS, bem como terminais Android, Windows e distribuições Linux. A intenção passa por centralizar os dados de todos os telemóveis, computadores e câmaras de segurança da casa num único ponto de rede privada e estável.
Apenas memória flash e valores de lançamento
Apesar de alguns relatórios prévios apontarem para o suporte de discos rígidos tradicionais, as configurações de fábrica disponibilizadas utilizam exclusivamente armazenamento em memória flash. O produto procura a sua viabilização através de uma campanha de financiamento na China, agendada entre os dias 1 e 8 de julho de 2026.

Os valores propostos para o mercado chinês durante a fase de angariação começam nos 2299 yuan para a versão de 4 TB (dois módulos de 2 TB), o que se traduz em cerca de 295 euros numa conversão direta. A variante intermédia de 8 TB custa aproximadamente 370 euros no formato promocional, enquanto o modelo de topo com 16 TB exige um investimento inicial na ordem dos 605 euros. Terminado o financiamento, os preços de retalho sofrem um aumento e sobem para a casa dos 450, 580 e 900 euros, respetivamente.
A fabricante ainda não confirmou a expansão do equipamento para os mercados internacionais. Caso o aparelho chegue oficialmente a Portugal, os consumidores devem contar com valores finais ajustados à realidade europeia, refletindo a aplicação obrigatória de impostos locais e taxas de importação face aos valores base praticados no mercado asiático.












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