
A gigante tecnológica encontra-se a realizar intensos esforços de pressão junto da administração de Donald Trump para obter permissão para adquirir chips de memória à ChangXin Memory Technologies (CXMT). Esta aproximação inusitada ocorre apesar de a fabricante asiática figurar na lista negra do Pentágono, mas a urgência em mitigar a escalada brutal dos custos de componentes de memória está a forçar uma mudança de estratégia, segundo avança o Firstpost, com base em informações recolhidas pelo Financial Times.
O peso dos custos e a pressão sobre os consumidores
A Apple iniciou os contactos com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos há mais de um mês, procurando uma exceção às regras atuais. O argumento central foca-se na pressão financeira insustentável causada pela subida acentuada dos preços dos chips de armazenamento e memória. Esta inflação é impulsionada pela procura massiva de infraestruturas para centros de dados de inteligência artificial, que está a devorar a oferta global.
O impacto desta crise de componentes já não se limita aos bastidores da produção e começa a atingir diretamente as carteiras dos consumidores portugueses e mundiais. A empresa justificou recentemente o aumento de preço de equipamentos populares, como os iPads e MacBooks, com a incapacidade de continuar a absorver internamente estes custos galopantes. Para tentar manter as margens de lucro sem afastar compradores, a tecnológica de Cupertino vê agora na alternativa chinesa a solução mais viável a curto prazo.
O obstáculo da lista negra norte-americana
O desafio diplomático e burocrático que se avizinha é complexo. A CXMT, que é atualmente a principal fabricante de chips de memória naquele território asiático, foi classificada como uma empresa militar chinesa pelo Departamento de Defesa durante a administração Biden. Mais tarde, no ano passado, foi oficialmente adicionada à rigorosa lista de entidades restritas do Departamento de Comércio.
Esta designação proíbe as empresas dos Estados Unidos de exportar bens, software ou tecnologia para estas entidades sem uma licença específica, a qual é habitualmente negada por defeito. O esforço da tecnológica para contornar estas barreiras evidencia a dificuldade que as grandes multinacionais enfrentam ao tentar equilibrar a rentabilidade económica com as severas restrições impostas por Washington à China por motivos de segurança nacional. Até ao momento, nem a Casa Branca nem as empresas envolvidas prestaram declarações oficiais sobre o andamento destas negociações.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!