
A gigante de Cupertino decidiu aumentar oficialmente o preço de vários equipamentos da sua linha, um movimento impulsionado pela elevada procura nos centros de dados para fins complexos. Segundo detalha o The Wall Street Journal, Tim Cook e a sua equipa viram-se forçados a passar a fatura dos custos de armazenamento para os consumidores de forma imediata.
Novos preços dos computadores e tablets
O fecho temporário da loja online da marca serviu para atualizar os valores de referência do catálogo. Analisando as tabelas de venda direta, os aumentos fixam-se entre os 100 e os 300 dólares, um cenário que no mercado português se refletirá numa subida acentuada e imediata devido à habitual conversão cambial e à aplicação de impostos locais.
O modelo de entrada do computador portátil Neo passa dos 599 para os 699 dólares, enquanto a versão Air de 512 GB salta de 1099 para 1299 dólares. Quem procurar a variante Pro com capacidade de 1 TB terá agora de desembolsar 1999 dólares. No que respeita aos tablets, a edição Air de 128 GB sobe para os 749 dólares e a opção Pro com Wi-Fi de 256 GB atinge os 1199 dólares.
A crise sem precedentes nos componentes
O diretor executivo da fabricante descreve o cenário atual da indústria como uma tempestade que acontece uma vez num século, garantindo não ter presenciado nada semelhante nos seus 40 anos de carreira tecnológica. De acordo com a empresa de análise Counterpoint Research, as cotações de hardware encareceram quatro vezes mais nos últimos três trimestres, à medida que os fornecedores direcionam as linhas de produção para a tecnologia avançada exigida pelos servidores de processamento.
Este desvio estratégico das linhas de montagem tem gerado receitas recorde para fabricantes como a Micron, que viu a sua margem bruta disparar de 39 para quase 85 por cento no último trimestre reportado, evidenciando o domínio das fabricantes de semicondutores no clima económico atual.
Reflexos na próxima geração de telemóveis
A onda inflacionária afeta toda a estrutura de custos de mobilidade da empresa. Especialistas estimam que o valor de produção do próximo iPhone represente um encargo adicional de 200 dólares por unidade fabricada. Consequentemente, antecipa-se que a marca aplique uma subida de preço proporcional nas diferentes configurações que chegarão às montras tecnológicas.
A integração de ecossistemas digitais de nova geração obriga a uma atualização substancial da memória física nos dispositivos de bolso. A consultora IDC projeta que todos os novos telemóveis adotem o patamar de 12 GB de RAM, um requisito mínimo estrutural para suportar tarefas que terão de correr localmente. Cerca de 54 por cento dos terminais expedidos para os consumidores desde o ano 2022 não terão capacidade técnica para executar estas funções, cenário que servirá de alavanca comercial para os novos preços, em paralelo com o esperado lançamento de um inédito formato dobrável no portefólio da marca.












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