
A Apple confirmou de forma oficial que os preços das suas principais linhas de produtos, como o iPhone, iPad e Mac, vão sofrer um agravamento. A justificação apresentada pela tecnológica foca-se diretamente na atual crise de abastecimento de memórias DRAM, que está a afetar o mercado global de semicondutores. Segundo informações partilhadas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, na sua conta oficial da rede X, este aumento de preços é iminente.
O próprio CEO da Apple, Tim Cook, corroborou a situação na semana passada, classificando a subida de valores como inevitável. Apesar da confirmação do cenário, o executivo optou por não detalhar quais os valores exatos dos aumentos nem a data específica em que as novas tabelas entram em vigor nas lojas. Subsistem também dúvidas se a alteração irá abranger a totalidade do catálogo ou apenas modelos selecionados.
Impacto nos modelos Pro e estratégias de lançamento
Os analistas de mercado apontam para que as subidas se façam sentir de forma expressiva nos segmentos de topo. É esperado que o modelo mais acessível da linha iPhone 18 Pro passe a custar 1399 dólares, o que se traduzirá num valor substancialmente superior em Euros no mercado português devido às taxas de importação e à carga fiscal local. A empresa de Cupertino não planeia aguardar pela apresentação da próxima geração de smartphones para aplicar a revisão de preços, uma vez que o aviso prévio aos consumidores serve precisamente de indicador para uma ação imediata.
De acordo com as previsões da Bloomberg, a marca poderá aproveitar o arranque da conhecida campanha de descontos de regresso às aulas para introduzir os novos preços de tabela. Esta abordagem mitigaria ligeiramente o impacto financeiro junto de estudantes do ensino secundário e universitário, que beneficiam de condições específicas nestas fases do ano.
Custos de atualização de hardware geram críticas
A decisão surge numa altura em que as políticas de preços da marca para componentes adicionais já enfrentavam o escrutínio dos consumidores. Atualmente, os valores cobrados pelas atualizações de configuração ultrapassam largamente os preços praticados no mercado aberto para hardware equivalente, mesmo contabilizando o panorama de crise no setor das memórias.
Para adicionar 16 GB de memória RAM extra ao sistema, a empresa cobra cerca de 400 dólares, enquanto a passagem para um armazenamento SSD de 4 TB pode ascender aos 1200 dólares. Estes montantes representam valores duas a três vezes superiores aos custos de aquisição direta de componentes de marcas concorrentes. Face à iminência das subidas na tabela base, os especialistas recomendam que os utilizadores interessados em adquirir novos equipamentos aproveitem as campanhas em vigor em vez de adiar a compra.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!