
A próxima geração de topos de gama da sul-coreana Samsung prepara-se para introduzir a primeira grande revolução de autonomia dos últimos sete anos. O futuro modelo Ultra deverá contar com uma bateria que pode chegar aos 5800 mAh, abandonando a adoção de novas tecnologias de silício-carbono para evitar um aumento drástico no preço final pago pelos consumidores.
Conforme indicam os dados partilhados pelo portal Wccftech, a fabricante encontra-se a testar células de energia com capacidades entre os 5600 mAh e os 5800 mAh. Caso a fase de testes decorra sem sobressaltos, o equipamento chegará ao mercado com um mínimo garantido de 5500 mAh, quebrando o ciclo de estagnação que se verificava desde a linha S20.
Estratégia de poupança face à crise de componentes
Apesar do aumento significativo da capacidade, a marca vai manter a tradicional composição de iões de lítio. Esta decisão prende-se estritamente com motivos financeiros e não com a fiabilidade da tecnologia de silício-carbono, que já é amplamente utilizada por outras marcas no mercado asiático. Para um lote de um milhão de unidades, a transição para o novo material representaria um custo máximo superior a 25 milhões de euros, enquanto as baterias de iões de lítio custam praticamente metade desse valor.
Num contexto em que a atual crise global de memórias DRAM está a encarecer a produção tecnológica, esta contenção de custos revela-se fundamental. Para o mercado português, onde a carga fiscal habitualmente agrava o valor dos equipamentos premium, esta opção conservadora na bateria pode ser o fator decisivo para impedir que o telemóvel atinja valores proibitivos aquando do seu lançamento no início de 2027.
Reformulação profunda no hardware e software
Para além da autonomia reforçada, o equipamento trará alterações substanciais na sua arquitetura interna e externa. Entre as novidades destacam-se a integração de um sistema de fixação magnética para o carregamento sem fios e a remoção da câmara telefoto com zoom ótico de três vezes.
No campo do processamento, o dispositivo será alimentado pelo processador Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro, otimizado especificamente para a marca. Toda esta estrutura será gerida pelo novo sistema operativo Android 17, que vai executar a interface personalizada One UI 9.5, prometendo uma integração ainda mais fluida entre as exigências de hardware e a eficiência energética do aparelho.






Ontem à(s) 11:45 por head




