
A gigante de Cupertino está de regresso à corrida pelo título de empresa mais valiosa do mundo. Com uma valorização superior a 11% numa única semana, a capitalização da empresa atingiu os 4,6 mil milhões de dólares (cerca de 4,05 mil milhões de euros), aproximando-se da rival Nvidia, que registou uma quebra recente para os 4,73 mil milhões de dólares. O grande motor desta recuperação financeira é a forte expectativa dos mercados em torno do lançamento do primeiro modelo com ecrã flexível da marca, com chegada prevista para setembro e uma produção inicial fixada nos 10 milhões de unidades.
O plano para dominar o mercado de ecrãs flexíveis
A introdução de um iPhone dobrável representa um ponto de viragem crucial. Num segmento onde fabricantes como a Samsung e a Huawei já estabeleceram a sua presença com várias gerações de produtos flexíveis, o sucesso desta investida ditará a capacidade da empresa para recuperar a liderança na inovação tecnológica móvel. A par deste dispositivo, o catálogo será reforçado com a variante Ultra, desenhada para o segmento premium, expandindo significativamente as opções para os consumidores entre o segundo semestre de 2026 e a primeira metade de 2027.
Para além dos telemóveis, a renovação abrangerá também a linha de computadores e tablets. Estão na calha novos iPad Pro e um MacBook Pro de entrada de gama alvo de um redesenho completo. Todas estas movimentações preparam o terreno para 2027, ano em que se assinalará o vigésimo aniversário do smartphone original da fabricante, prometendo um ciclo de atualizações de peso para os utilizadores.
Aposta nos semicondutores e ferramentas na nuvem
A solidez demonstrada em Wall Street não assenta apenas em novo hardware de consumo. A Apple tem aplicado uma política agressiva de recompra de ações, tendo gasto quase 37 mil milhões de dólares no último trimestre e aprovado um pacote adicional de 100 mil milhões. Este movimento tem reforçado a confiança dos acionistas, contrastando com as flutuações da Alphabet, que se mantém no terceiro lugar do mercado, e da própria Nvidia.
No campo dos componentes, o prolongamento da parceria com a Broadcom até 2031 assegura o fornecimento contínuo de semicondutores personalizados. Esta garantia de estabilidade na cadeia de abastecimento é vital numa altura de escassez global provocada pela exigência do setor tecnológico. Internamente, o projeto conhecido como Baltra avança com o desenvolvimento de processadores próprios focados em inteligência artificial. Estes chips destinam-se a alimentar serviços na nuvem, como a geração avançada de imagem e texto, permitindo criar um ecossistema mais independente e fechar o fosso para a concorrência na área da IA.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!