
A SpaceX continua a acelerar o seu domínio na órbita terrestre de forma impressionante. Durante a primeira metade de 2026, a empresa liderada por Elon Musk conseguiu superar o ritmo já histórico de lançamentos do ano anterior, consolidando a sua rede de internet por satélite a uma velocidade que deixa a concorrência a uma distância considerável.
De acordo com os dados de lançamento compilados pelo rastreador de satélites de Jonathan McDowell, a constelação Starlink recebeu 1589 novos equipamentos no primeiro semestre de 2026. Este número demonstra um crescimento claro face aos 1489 satélites enviados para a órbita baixa da Terra no mesmo período em 2025, provando que a capacidade operacional da tecnológica norte-americana continua em expansão.
Uma constelação em crescimento massivo
O ano de 2025 já tinha sido sinónimo de recordes absolutos para a SpaceX, fechando o ciclo com um total de 3180 satélites colocados no espaço. Contudo, os dados atuais mostram que a meta de cobertura global está a ser alcançada ainda mais cedo.
Desde o início do projeto, a empresa já lançou mais de 12400 satélites Starlink, dos quais perto de 11000 permanecem totalmente operacionais e em atividade na órbita do nosso planeta. Para quem utiliza ou acompanha este serviço em Portugal, este incremento traduz-se numa infraestrutura global cada vez mais resiliente, embora os preços e taxas locais das mensalidades por cá continuem sujeitos aos ajustes de mercado habituais.
A distância intransponível para a concorrência
Para compreender a verdadeira escala do sucesso da SpaceX, basta olhar para os esforços dos concorrentes diretos. O serviço Leo, operado pela Amazon, colocou em órbita apenas cerca de 400 satélites ao longo dos últimos 15 meses. O objetivo final da gigante do retalho passa por atingir uma constelação planeada de 3232 dispositivos.
Isto significa que, graças à eficiência e capacidade de reutilização do foguetão Falcon 9, a empresa de Elon Musk consegue lançar o equivalente a uma constelação inteira da Amazon a cada ano que passa. Trata-se de uma vantagem competitiva gigantesca num setor onde a prontidão e o custo de transporte espacial definem quem domina as comunicações globais do futuro.












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