
A Google está a delinear um conjunto de melhorias significativas para a aplicação Gemini, após questionar os utilizadores sobre as falhas que precisam de intervenção urgente. Num espaço de apenas 12 horas, a equipa recolheu mais de 1.400 respostas, o que levou à identificação direta das exigências da comunidade para otimizar o assistente.
Esta iniciativa foi revelada por Josh Woodward no X, refletindo a postura da empresa após o grande redesenho Neural Expressive implementado em maio. A lista final foca-se em áreas críticas da usabilidade diária, apontando baterias à fiabilidade das integrações e à gestão das ferramentas internas.
O peso do Workspace e da organização
A queixa número um recai sobre a falta de fiabilidade das integrações com o Google Workspace. A empresa confirmou o problema, assumindo que, embora o Gemini Spark já tenha recebido algumas melhorias, toda a aplicação necessita de uma evolução substancial nesta componente. Logo de seguida, a comunidade pede ferramentas de chamada (tool calling) mais certas, algo que a tecnológica garante estar a tratar com a promessa de ganhos notórios em breve.
Outra prioridade evidente incide na organização dos chats. O atual sistema de Notebooks tem sido um passo positivo, mas os utilizadores querem pastas e uma estrutura de projetos tradicional. A equipa compromete-se a repensar esta interface e a apresentar alterações. Em paralelo, foi confirmado o suporte antecipado no Gemini Spark para integrações como Canva, Dropbox, Instacart, OpenTable e Zillow, com a firme intenção de alargar o uso de Custom Skills e da tecnologia MCP a um público mais vasto.
Deep Research e restrições de segurança
O quinto ponto do balanço aborda diretamente o modo Deep Research. A base de utilizadores exige a capacidade de exportar relatórios para o NotebookLM e alternar entre os modelos Deep Research e Flash ou Pro na mesma janela de chat, um pedido que os responsáveis admitiram desconhecer mas que vão agora explorar. A remoção das marcas de água das imagens geradas pelo modelo Nano Banana também foi levantada, um cenário onde a empresa procurará fazer ajustes.
Para a Europa e especificamente para os utilizadores portugueses, onde as leis digitais impõem escrutínio apertado, a gestão destas marcas de água assume um papel vital na transparência e na distinção de conteúdos sintéticos, obrigando a Google a navegar cuidadosamente as regras de cada país.
O encerramento da lista concentra-se em quatro ajustes operacionais. A equipa vai implementar a edição de qualquer mensagem no histórico mantendo as ramificações de chat, uma melhoria na precisão do ditado por voz e a correção de falhas na navegação por arrasto (scrolling) na aplicação móvel. A única imposição que vai permanecer intocável é a restrição na criação de imagens com semelhança a celebridades, ficando esta funcionalidade bloqueada exatamente nos mesmos moldes em que opera atualmente.












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