
Portugal vai integrar a fase de testes reais da futura moeda digital europeia através de um projeto-piloto com arranque previsto para o segundo semestre de 2027. Durante um período de 12 meses, o mercado nacional servirá de cenário experimental para avaliar o desempenho técnico e a experiência prática de utilização desta nova solução de pagamentos.
De acordo com o esclarecimento oficial publicado pelo Banco de Portugal, foram selecionados mais de 35 prestadores de serviços de pagamento em todo o Eurosistema. No plano nacional, o regulador junta-se a três instituições financeiras sediadas no país para conduzir as operações em território português, cujos acordos foram assinados a 7 de julho de 2026, em Lisboa.
Papel das instituições e funcionamento prático
O Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Comercial Português (BCP) vão atuar no projeto como distribuidores e adquirentes, enquanto a UNICRE participará exclusivamente na vertente de aquisição. Esta divisão de tarefas garante que o ecossistema local consiga testar de forma detalhada as diferentes frentes da nova tecnologia financeira.
As funções de distribuição permitem que as entidades deem aos utilizadores acesso a serviços associados à versão beta do euro digital, abrangendo a abertura de contas ou a execução de transferências. Já o papel de adquirente foca-se no lado dos comerciantes, viabilizando a infraestrutura necessária para receber transações efetuadas com esta moeda virtual.
Cenários de teste e critérios de seleção
A fase experimental utilizará uma versão de testes que replica as características previstas na proposta legislativa europeia em discussão, embora ainda sem o estatuto de moeda de curso legal. Os testes vão envolver diretamente colaboradores do BCE e dos 19 bancos centrais participantes, além de abranger transações em estabelecimentos comerciais físicos e plataformas eletrónicas.
O ecossistema monitorizado vai avaliar fluxos de transferências entre particulares de forma online e offline, além de pagamentos dirigidos a empresas. O Eurosistema registou uma procura elevada para esta iniciativa, recebendo mais de 50 candidaturas após a abertura do processo em março de 2026, tendo a seleção final considerado critérios de dimensão e cobertura geográfica.












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