
A fabricante sul-coreana Samsung acaba de criar uma nova área de negócio focada exclusivamente no desenvolvimento e comercialização de robôs. Conforme noticiado pelo Chosun, a nova estrutura, batizada de Robotics eXperience (RX), vai concentrar as equipas responsáveis pela estratégia tecnológica e expansão deste segmento a nível global.
Para sublinhar a prioridade do projeto, a divisão RX responde diretamente ao diretor executivo da empresa, Roh Tae-moon. O centro de pesquisa em Seul foi escolhido como o polo principal de operações, reunindo num único espaço especialistas em hardware, software, design, planeamento de produtos e IA.
O foco na automação industrial
A estratégia da empresa passa por otimizar primeiro as suas próprias linhas de montagem, antes de entrar noutros segmentos. "Robôs de automação nas fábricas globais da Samsung são a nossa principal prioridade, e o nosso objetivo é entrar nos mercados B2B e B2C com a tecnologia e as capacidades adquiridas lá", explicou Roh Tae-moon durante a feira tecnológica CES, em Las Vegas.
Para suportar esta transição, vai ser construída uma nova fábrica de dados na cidade de Gumi, vocacionada para recolher informações práticas que ajudarão a treinar e a aperfeiçoar o comportamento dos robôs em ambiente industrial. O desenvolvimento da tecnologia contará ainda com o apoio de centros de investigação instalados nos Estados Unidos, na China e no Japão, de forma a acelerar o avanço técnico e captar especialistas além-fronteiras.
Transformação global até 2030
Um executivo da indústria confirmou que este é o próximo grande salto do setor. "A robótica é uma área de crescimento futuro onde as empresas podem alavancar tecnologias acumuladas, como motores, sensores e baterias, tornando-se uma nova fonte de receita. As empresas de eletrónica foram além da pesquisa preliminar e agora estão a concentrar-se na comercialização real", afirmou.
O calendário de implementação prevê uma expansão cautelosa, validando as máquinas inicialmente nas instalações fabris da marca, para depois avançar para o mercado corporativo e, posteriormente, para o consumidor final. A meta está claramente delineada: até 2030, a marca pretende transformar a totalidade das suas unidades de produção em complexos autónomos, incorporando progressivamente robôs humanoides. No panorama tecnológico atual, este passo reflete uma transição clara, onde os fabricantes tradicionais de dispositivos eletrónicos começam a posicionar-se também como fornecedores fundamentais de infraestrutura robótica pesada.












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