
A gigante das redes sociais anunciou a compra da startup especializada em robótica humanoide, conforme a informação confirmada pela Assured Robot Intelligence. O valor exato do negócio não foi divulgado, mas a equipa fundadora transita agora para a divisão de pesquisa Superintelligence Labs. O objetivo passa por desenvolver modelos fundacionais capazes de compreender, prever e adaptar o comportamento dos robôs a ambientes dinâmicos e complexos onde interagem com humanos.
O caminho para a inteligência artificial geral
A Meta foca-se agora em integrar os modelos desta nova equipa para permitir que as máquinas realizem trabalho físico variado, o que inclui desde tarefas domésticas simples a operações avançadas. Xiaolong Wang, antigo investigador na Nvidia, e Lerrel Pinto, professor universitário e fundador da Fauna Robotics, empresa adquirida pela Amazon no mês passado, assumem posições centrais nesta iniciativa. A integração da equipa trará experiência essencial no controlo e aprendizagem autónoma para aplicações em humanoides de corpo inteiro.
Os investigadores da tecnológica trabalham há anos no segmento da robótica, existindo um forte interesse estratégico em lançar equipamentos físicos para o mercado de consumo no futuro. Diversos especialistas do setor defendem atualmente que a inteligência artificial geral necessita de ser treinada no mundo físico para evoluir de forma eficiente através da interação direta com o ambiente, em vez de depender exclusivamente do processamento de dados digitais.
Um mercado avaliado em biliões de euros
Estas recentes aquisições refletem uma autêntica corrida na indústria tecnológica em torno da robótica autónoma. As estimativas de crescimento para o setor variam de forma considerável entre as principais instituições financeiras, refletindo tanto o enorme potencial como a natural incerteza de uma tecnologia que ainda está a solidificar a sua base.
De acordo com as previsões das entidades norte-americanas, a Goldman Sachs projeta que o mercado atinja cerca de 35 mil milhões de euros até 2035. Por outro lado, a visão a longo prazo da Morgan Stanley eleva a estimativa do setor para uns impressionantes 4,6 biliões de euros até 2050, o que demonstra a forte expectativa financeira colocada nesta evolução tecnológica.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!