
A Qualcomm enviou uma carta aos seus clientes a alertar para uma subida iminente nos preços dos seus produtos, com aumentos na casa dos dois dígitos em termos percentuais. Segundo revelou o Bloomberg, a medida vai entrar em vigor com os envios de produtos programados a partir do dia 1 de setembro deste ano.
A fabricante de semicondutores justifica esta decisão com a escassez contínua de componentes na indústria, o que tem encarecido os custos de produção em toda a escala. A Qualcomm explicou na missiva que esgotou por completo a sua capacidade de absorver estes aumentos aplicados pelos seus próprios fornecedores. Antes de avançar com a atualização de preços, a tecnológica norte-americana terá tentado encontrar parceiros alternativos para mitigar o impacto, mas sem sucesso.
O impacto nos smartphones e computadores
Esta revisão em alta deverá gerar um efeito cascata no mercado de eletrónica de consumo, afetando diretamente os consumidores. Os processadores e modems da marca alimentam uma vasta gama de equipamentos emblemáticos, desde os novos dispositivos dobráveis da Samsung até aos óculos inteligentes que estão prestes a chegar ao mercado global.
A inflação dos semicondutores poderá ainda prejudicar iniciativas recentes da empresa, como a promessa de lançar computadores portáteis equipados com Windows por valores a rondar os 300 €. Note-se que o preço final em Portugal poderá diferir devido a impostos e taxas locais. Caso as marcas que fabricam os equipamentos decidam transferir a totalidade deste acréscimo de custo para o cliente final, estes computadores económicos e os smartphones topo de gama vão tornar-se significativamente mais caros.
A tendência global de encarecimento tecnológico
A Qualcomm não é a única empresa a ceder à pressão da cadeia de abastecimento mundial. A escassez global de componentes tem encarecido uma grande diversidade de ecossistemas tecnológicos. Entre os exemplos afetados por esta vaga de aumentos encontram-se as consolas Xbox da Microsoft, as placas Raspberry Pi, a maior parte dos computadores e telemóveis da Apple, bem como os smartphones da Google.
Perante este cenário complexo, algumas marcas optaram por lançar novos modelos com especificações técnicas inferiores às previstas para evitar disparar os preços, enquanto outros projetos acabaram cancelados ou adiados. Contactada para comentar a situação descrita pela publicação económica, a Qualcomm não emitiu qualquer resposta oficial até ao momento.












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