
A pressão da procura na indústria de semicondutores levou a Samsung a recusar a concessão de descontos nos contratos de fabrico de chips à Qualcomm. De acordo com uma notícia avançada pela agência de notícias sul-coreana The Bell, a designer de processadores enfrenta sérias dificuldades para encontrar parceiros fabris com preços acessíveis para a sua próxima geração de componentes de 2 nm.
Embora a empresa sul-coreana tenha oferecido reduções de preço em contratos anteriores, o cenário alterou-se significativamente após a assinatura de acordos com gigantes como a Tesla, a Google e a Broadcom. Estas tecnológicas aceitaram pagar o valor total pela produção dos seus semicondutores, garantindo a ocupação das linhas de montagem da fabricante.
Mudança de estratégia face à concorrência
Com a carteira de encomendas preenchida por clientes dispostos a pagar mais pela sua litografia, a Samsung deixou de estar disposta a rivalizar diretamente em preço com a TSMC. A estratégia passa agora por priorizar contratos de margem mais elevada, deixando parceiros tradicionais sem margem para renegociações em baixa.
Atrasos e impacto nos preços ao consumidor
Esta inflexibilidade negocial deixa a Qualcomm numa posição vulnerável. Caso as partes não alcancem um entendimento em breve, a produção em massa dos novos chips de 2 nm pode sofrer adiamentos até 2027. Além disso, a forte procura no setor deverá inflacionar o custo dos semicondutores, agravando a crise global e tornando os equipamentos eletrónicos mais caros em vários setores.
A expetativa de alívio por parte de outras fabricantes é reduzida. Embora a TSMC e a Intel surjam como alternativas no processo de 2 nm, ambas já concentram esforços no desenvolvimento da litografia de 1,4 nm. Paralelamente, relatos do setor indicam que a própria TSMC se prepara para subir os preços de produção no próximo ano.







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