
A OpenAI decidiu cortar drasticamente os custos dos seus modelos de inteligência artificial de menor dimensão, o GPT-5.6 Luna e o GPT-5.6 Terra, com o objetivo de atrair mais clientes empresariais e aliviar a pressão financeira sobre o seu negócio. De acordo com as informações avançadas pela Reuters, esta estratégia reflete a necessidade urgente de tornar a operação rentável, enfrentando a forte concorrência de alternativas gratuitas de código aberto provenientes da China.
Uma redução estratégica nos custos de operação
A empresa liderada por Sam Altman, apesar de registar atualmente mais de 1.100 milhões de utilizadores ativos mensais no ChatGPT, debate-se com custos de manutenção extremamente elevados. Para mitigar o impacto e reter programadores, a OpenAI aplicou um desconto de 80% no GPT-5.6 Luna, passando a cobrar 20 dólares (cerca de 18,45 €) por cada milhão de tokens de entrada e 1,20 dólares (cerca de 1,11 €) por milhão de tokens de saída, alterando os valores anteriores de 1 dólar e 6 dólares, respetivamente.
O modelo intermédio, designado GPT-5.6 Terra, também viu o seu preço reduzido em 20%. O acesso a esta ferramenta passa a custar 2 dólares (cerca de 1,85 €) por milhão de tokens de entrada e 12 dollars (cerca de 11,07 €) por milhão de tokens de saída. Em contrapartida, a versão topo de gama da família, o GPT-5.6 Sol, não sofrerá qualquer alteração e manterá a tabela de preços praticada até à data.
A pressão dos modelos de código aberto
Este reposicionamento comercial surge numa altura em que o mercado corporativo monitoriza com rigor os gastos associados à inteligência artificial. Para fins de comparação, o modelo concorrente Claude Sonnet 4.6, desenvolvido pela Anthropic, custa atualmente 3 dólares (cerca de 2,77 €) por milhão de tokens de entrada e 15 dólares (cerca de 13,84 €) por milhão de tokens de saída.
A maior ameaça para a tecnológica norte-americana surge da proliferação de plataformas integradas na Ásia. Opções de código aberto e totalmente gratuitas para uso local, como o Kimi-K3 da China, têm atraído a atenção de criadores de software que procuram evitar custos fixos de licenciamento.
Historicamente dependente de constantes rondas de financiamento externo, tendo chegado ao patamar atual impulsionada pelo forte investimento inicial da Microsoft, a criadora do ChatGPT procura agora provar a sua sustentabilidade a longo prazo. Para quem desenvolve aplicações e integra estas ferramentas em Portugal, esta descida de preços traduz-se numa oportunidade direta para reduzir os orçamentos de computação e desenvolvimento tecnológico.












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