
A Honda está a atravessar um período conturbado na China, registando uma quebra de 48,3% nas suas vendas durante o mês de abril de 2026. Perante este cenário, a marca avançou para um ajuste rigoroso na sua rede de fabrico, levando à interrupção de encomendas e à liquidação de stock de vários modelos conhecidos. Conforme avançado pelo portal CarNewsChina, o fabricante japonês está a simplificar a sua oferta num mercado cada vez mais competitivo, onde as marcas locais de veículos elétricos ganham cada vez mais terreno.
Reestruturação e fecho de unidades industriais
A redução acentuada na procura levou a Honda a planear o encerramento de infraestruturas estratégicas. A fábrica de Huangpu, em Guangzhou, responsável pela montagem de modelos como o Fit e o ZR-V, tem o fim da produção agendado já para junho de 2026. Adicionalmente, a unidade de Wuhan também deverá encerrar a sua atividade durante o ano de 2027. Com estas mudanças, a capacidade anual de produção de veículos a combustão da marca no território chinês cairá de 1,2 milhões para cerca de 720 mil unidades. Esta aposta numa tecnologia de fabrico mais contida surge após as dificuldades sentidas no final de 2025, quando a falta de componentes afetou gravemente as cadeias de abastecimento.
Modelos afetados e promoções de limpeza
Vários automóveis da marca estão a ser gradualmente retirados dos canais de venda ativa para escoar as unidades existentes. O SUV compacto ZR-V viu o seu preço descer drasticamente para cerca de 11.000 euros, um valor consideravelmente inferior aos 27.000 euros praticados na altura do seu lançamento. Já o Honda Fit, presente na China há mais de duas décadas, deixou de aceitar novas encomendas no início de 2026, limitando a atividade comercial aos veículos em armazém.
Mesmo as propostas mais recentes não escaparam a este ajuste. O Accord e:PHEV entrou numa fase de liquidação limitada a cerca de 1.000 unidades, com preços promocionais a rondar os 18.500 euros. Por outro lado, o SUV elétrico e:NS1, que depende da autonomia da sua bateria, também viu a sua presença no mercado ser reduzida face à pressão exercida pelos fabricantes domésticos de nova energia. Esta tendência de queda não é exclusiva da Honda, uma vez que a Toyota também tem registado números de vendas inferiores aos períodos homólogos na região.












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