
A plataforma de jogos da Valve continua a ser o principal barómetro para o hardware utilizado à escala global. De acordo com os dados de julho de 2026 publicados na Steam, o mercado está a consolidar uma nova norma para os computadores, com as configurações de oito núcleos e memórias gráficas de 16 GB a assumirem a liderança incontestável entre os jogadores.
O crescimento contínuo da AMD nos processadores
No segmento dos processadores, a AMD registou uma subida de 0,42% face aos meses anteriores, alcançando agora uma quota de 45,34% e aproximando-se da sua principal rival, a Intel. Este crescimento foi largamente impulsionado por chips com velocidades superiores a 3,7 GHz, que viram um aumento de 0,60%.
O dado mais revelador desta secção é a subida de 0,38% na utilização de processadores de 8 núcleos. Esta tendência de mercado sugere uma forte adoção dos modelos Ryzen com tecnologia 3D V-Cache, como os populares Ryzen 7800X3D, 9800X3D e até o mais antigo 5800X3D, que se tornaram escolhas frequentes para quem procura extrair o máximo de fotogramas por segundo nos videojogos atuais.
Placas gráficas e o salto para os 16 GB de VRAM
A mudança mais surpreendente deste relatório encontra-se na memória de vídeo (VRAM). Enquanto a RTX 3060 continua a manter o título de placa gráfica mais popular no cômputo geral, a fatia dos 16 GB de VRAM representa agora a configuração mais comum, englobando 25,90% dos sistemas após uma subida de 1,40%. Este valor supera diretamente a categoria dos 8 GB de VRAM, que ficou pelos 25,32%.
Para os consumidores, isto significa que placas com maior capacidade, quer sejam opções como a Arc B580 ou RTX 5060 Ti de 16 GB ou ofertas muito mais caras como a RTX 5080, justificam cada vez mais o investimento para dar resposta às texturas exigentes dos títulos modernos. No panorama geral, também as recentes placas gráficas mostram evolução, com a RX 9070 XT a atingir 1,4% (tendo surgido pela primeira vez na plataforma em maio) e a RX 9060 XT a alcançar 0,84%.
No que toca à memória RAM de sistema, os 16 GB continuam a ser o padrão absoluto, ainda que tenham registado a maior queda do mês na tabela de preferências. Simultaneamente, as configurações de 8 GB e 32 GB foram as que mais cresceram, ocupando o segundo e terceiro lugares, respetivamente. O relatório de julho reflete uma realidade clara para quem tenciona montar um computador em Portugal: a exigência de memória está a subir e investir num sistema com margem de manobra é um passo vital para garantir a longevidade da máquina.












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