
Segundo avançou o VideoCardz, a AMD vai aumentar o custo dos conjuntos que combinam chips gráficos Radeon e memórias de vídeo (VRAM) fornecidos aos seus parceiros de fabrico. A subida será de, pelo menos, 10% e entra em vigor já no início de agosto, replicando uma decisão semelhante tomada recentemente pela rival NVIDIA.
Estratégia de mercado e adiamento calendarizado
Fontes da cadeia de distribuição na Ásia indicam que os planos iniciais da empresa liderada por Lisa Su passavam por aplicar este ajustamento em julho. Contudo, a fraca procura registada nos canais de distribuição, a sensibilidade dos consumidores finais aos preços e o inventário ainda disponível ditaram o adiamento da medida.
A fabricante norte-americana optou por aguardar pela movimentação da concorrência direta. Assim que o mercado absorveu o ruído gerado pelo encarecimento dos pacotes da concorrência — que afeta tanto as novas soluções com memórias GDDR7 como as anteriores em GDDR6 —, a tecnológica avançou com a atualização das suas próprias tarifas. Esta abordagem concertada reduz a margem de manobra de marcas parceiras como a ASUS, MSI, Sapphire ou GIGABYTE, que ficam sem alternativas mais económicas para mitigar os custos.
O impacto real para o consumidor em Portugal
Os pacotes compostos pelo chip gráfico e respetivos módulos de memória VRAM representam a maior fatia no custo base de produção de uma placa gráfica personalizada. A este encarecimento somam-se as subidas nos custos das placas de circuito impresso (PCB), dos sistemas de refrigeração e das próprias despesas de transporte global.
Esta alteração de tabela não significa que as placas gráficas fiquem imediatamente 10% mais caras nas lojas portuguesas. O impacto final nas prateleiras dependerá da diluição das margens comerciais ao longo da cadeia de distribuição e retalho. Quem estiver a planear a montagem de um novo computador poderá ainda encontrar stock faturado com as tarifas antigas durante as próximas semanas, mas a tendência aponta para um agravamento generalizado dos preços à medida que as novas remessas forem introduzidas no mercado local.












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