
A Microsoft prepara otimizações para tornar o Windows 11 mais eficiente em computadores limitados a 8 GB de memória, respondendo a queixas de desempenho. Segundo avançou o Wccftech, estas melhorias vão aliviar a carga no sistema operativo, mas não garantem compatibilidade com as exigentes funcionalidades locais do Copilot+, que continuam a pedir o dobro da capacidade.
Restrição confirmada em novos portáteis
A prova prática desta limitação surgiu com a divulgação de detalhes técnicos dos futuros computadores da Lenovo. Os modelos da série IdeaPad Slim, desenvolvidos nas variantes de 14 e 15 polegadas, chegam equipados com a mais recente linha de processadores Ryzen AI da AMD. Apesar do hardware ser direcionado para processamento neural, as unidades configuradas com 8 GB de memória trazem um rótulo explícito a informar que não suportam o Copilot+.
Os consumidores que considerem comprar a versão base para depois expandir o sistema vão encontrar um obstáculo físico definitivo. A arquitetura destes IdeaPad utiliza chips LPDDR5X soldados diretamente à motherboard, uma vez que não estão disponíveis no formato tradicional SODIMM, enquanto o padrão mais recente LPCAMM2 dificilmente será adotado numa linha de entrada. O resultado é um computador fechado onde a marca dos 16 GB exigidos tem de ser assegurada logo no momento da compra.
Otimização do sistema e o peso das aplicações
Apesar da impossibilidade de correr modelos de linguagem locais em hardware contido, o foco numa gestão de recursos eficiente resolve um problema urgente. Atividades banais representam um desafio no ambiente atual, como demonstra a própria aplicação Meteorologia da Microsoft, que pode consumir até 1,6 GB de RAM em determinados momentos. Para uma máquina limitada a 8 GB, garantir que estes programas base reduzem o seu impacto é mais importante e vantajoso no dia a dia do que ativar capacidades nativas de inteligência artificial.
O impacto deste consumo exagerado atinge até o segmento premium do mercado tecnológico. Um Dell XPS 13, apontado como rival direto do MacBook Neo, chega a comprometer 70% dos seus 8 GB de memória apenas com o arranque do sistema, sem que o utilizador inicie qualquer tarefa. A solução para integrar fluxos de trabalho avançados nestas máquinas passa pelo acesso a plataformas baseadas na cloud, como o ChatGPT ou o Gemini da Google, que contornam as barreiras do equipamento ao transferir o processamento pesado para uma ligação à internet.












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