
A Activision e a Bethesda, ambas detidas pela Microsoft, atuaram recentemente para travar dois projetos independentes que recorriam a ferramentas de inteligência artificial para recriar e descompilar jogos das suas franquias. A informação, avançada pelo Kotaku, destaca a reação das editoras perante a proliferação de conteúdos gerados por IA baseados em propriedades intelectuais protegidas.
Um dos projetos afetados foi o "Fallout: New York", partilhado na rede social X pelo utilizador ChrisFirst. A iniciativa procurava recriar o universo do jogo num formato jogável através do navegador web, recorrendo ao modelo Claude Opus 5.5. O criador afirmava que todos os edifícios, armas, rostos e sons eram gerados por código, sem o uso de ficheiros de textura ou áudio originais. Após a publicação acumular mais de 3,5 milhões de visualizações, o projeto foi abandonado a 1 de outubro devido a uma notificação legal enviada pela Bethesda por violação de propriedade intelectual.
Descompilação de Call of Duty removida
Outro caso envolveu a tentativa de descompilar o código-fonte da versão para PC do Call of Duty: Modern Warfare 2 original. O programador Maurice Heumann divulgou a 30 de setembro que utilizou 17 agentes de IA a trabalhar em simultâneo para acelerar o processo, afirmando que o título já se encontrava totalmente jogável.
A resposta da Activision traduziu-se na remoção das imagens e vídeos demonstrativos partilhados por violação de direitos de autor, ficando também inacessível a página que alojava o código.
Ações legais focam criadores individuais
A proliferação de projetos que utilizam IA para recriar ou adaptar propriedades intelectuais de videojogos tem gerado debate sobre a proteção de marcas na indústria. Até ao momento, as grandes editoras têm optado por visar diretamente os projetos e os criadores individuais, em vez de avançar com ações judiciais contra as empresas que desenvolvem a própria tecnologia de inteligência artificial.







Nenhum comentário
Seja o primeiro!