
O aumento imprevisto do número de jogadores na demo de "Teach My Little Sister How to Drive" colocou o estúdio responsável numa posição financeira crítica, acumulando despesas diárias superiores a 1.000 dólares em tokens de inteligência artificial.
Durante o último mês, a base de utilizadores multiplicou-se por mais de vinte. Como o jogo recorre a modelos de linguagem para gerir em tempo real as conversas com a irmã principal enquanto esta aprende a conduzir, cada interação agrava a fatura dos serviços de infraestrutura. A situação é tão extrema que os programadores reconheceram num comunicado na Steam o recurso a um empréstimo bancário para conseguirem manter a demonstração online.
O sistema operava inicialmente com base no modelo Gemini da Google. Após os primeiros erros, a equipa tentou obter uma ampliação de capacidade junto da Google Cloud, que acabou por rejeitar o pedido. A solução de recurso passou pela integração da tecnologia da OpenAI, no entanto, a mudança resultou em respostas extensas, pouco naturais e com falhas de compreensão de contexto.
Processamento local como alternativa
Para tentar travar a acumulação da dívida, os criadores equacionam transferir o peso da inteligência artificial para o hardware dos próprios jogadores. A execução local dos modelos eliminaria a dependência das faturas na nuvem, mas exigiria que os utilizadores tivessem placas gráficas com elevado desempenho, consumindo vastos recursos dos computadores pessoais.
A equipa admite que poderá ser forçada a retirar a demo do ar se as dificuldades económicas continuarem a escalar antes do lançamento comercial. Apesar do contratempo, os responsáveis confirmaram a intenção de incluir a estimativa dos custos de funcionamento da tecnologia no valor base de venda do título, garantindo que a versão final não terá compras internas ou cobranças extra pelo consumo de tokens.







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