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OpenAI une-se à Broadcom para fabricar os seus próprios chips e desafiar a NVIDIA em Sex 5 Set 2025 - 12:32

DJPRMF

waffer de chips industriais

A OpenAI está prestes a dar um passo de gigante para o futuro do seu negócio, e a solução é clara: fabricar os seus próprios chips de inteligência artificial. Para esta missão, a criadora do ChatGPT escolheu um poderoso aliado, a Broadcom, num acordo que visa diminuir a sua enorme dependência da NVIDIA.

Um negócio de 10 mil milhões com um parceiro estratégico

Os rumores já circulavam desde o início de 2024. A NVIDIA, líder incontestada no mercado de GPUs para IA, tornou-se uma parceira demasiado influente para a OpenAI, que procurava uma forma de ganhar mais autonomia. A confirmação parece ter chegado através de Hock Tan, CEO da Broadcom.

Durante uma apresentação a investidores, o executivo revelou que a empresa tinha fechado um acordo com um cliente misterioso para a produção de chips de IA, num negócio avaliado em 10 mil milhões de dólares. Embora o nome não tenha sido divulgado oficialmente, fontes familiarizadas com o processo indicaram ao Financial Times que esse cliente é, de facto, a OpenAI.

As XPUs que querem competir com as GPUs

Estes novos processadores, referidos por Hock Tan como XPUs, são uma variante especializada e personalizada das GPUs que a NVIDIA ou a AMD produzem. O exemplo mais conhecido são as TPUs (Tensor Processor Units) que a Google desenvolve há quase uma década para alimentar os seus serviços. A Broadcom tem uma vasta experiência nesta área, tendo colaborado diretamente com a Google na criação desses chips.

Segundo as fontes, o objetivo da OpenAI é utilizar estes novos chips de IA internamente, nos seus próprios centros de dados, não existindo planos para os vender a clientes externos. A estratégia reforça a ideia de que a empresa quer mitigar a sua dependência da NVIDIA, controlando uma parte maior da sua infraestrutura.

NVIDIA continua a ser rainha, mas o castelo está a ser cercado

Apesar destes movimentos, a NVIDIA continua a dominar o mercado de forma esmagadora. A grande vantagem da empresa não reside apenas no seu hardware, mas na sua plataforma de software CUDA, que se tornou o padrão da indústria para o desenvolvimento de sistemas de IA. É este "fosso" que protege o seu "castelo" da concorrência.

Contudo, a concorrência está a organizar-se. A Microsoft tem os seus chips Maia, a Amazon os Trainium, a Google as suas TPUs e a AMD as suas aceleradoras Instinct. Até a Meta está a desenvolver o seu próprio hardware. Curiosamente, durante meses, acreditava-se que a parceira da OpenAI neste projeto seria a TSMC, a maior fabricante de semicondutores do mundo. A escolha da Broadcom pode indicar que a OpenAI não está apenas a preparar um plano B, mas também um plano C para garantir o seu futuro num mercado cada vez mais competitivo.



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