
A confirmação oficial chegou e trouxe consigo a resposta à maior dúvida dos utilizadores: sim, a publicidade vai entrar no ChatGPT, mas a OpenAI assegura categoricamente que os anúncios não terão qualquer capacidade de influenciar o conteúdo gerado pela inteligência artificial. A empresa traçou uma linha vermelha para proteger a integridade da ferramenta, garantindo que as respostas continuarão a ser neutras e não se tornarão veículos de marketing disfarçado.
Esta clarificação surge juntamente com o anúncio de que os anúncios começarão a ser exibidos nas próximas semanas para os utilizadores da versão gratuita e do novo plano "ChatGPT Go". O objetivo declarado é claro: gerar receitas para financiar a dispendiosa missão de desenvolver a AGI (Inteligência Artificial Geral) em benefício da humanidade, mantendo o acesso à tecnologia democratizado.
Muralha entre anunciantes e o algoritmo
Para quem temia que o chatbot começasse a sugerir produtos subtilmente a meio de uma explicação ou a enviesar factos para agradar a marcas, a empresa deixa uma garantia de segurança. A publicidade será visualmente separada e claramente identificada, surgindo provavelmente no final das respostas ou em áreas dedicadas, sem nunca se misturar com o texto informativo produzido pela IA.
Além disso, a experiência premium mantém-se intocada. Os subscritores dos planos Plus, Pro, Team e Enterprise continuarão a usufruir de um ambiente totalmente livre de distrações comerciais, reforçando o valor destas modalidades pagas.
Privacidade blindada em temas sensíveis
A estratégia de implementação inclui também fortes salvaguardas de privacidade. A OpenAI confirmou que os dados das conversas não serão vendidos a terceiros e que os utilizadores manterão o controlo sobre as suas informações, podendo limpar os dados usados para personalização de anúncios a qualquer momento.
Para evitar situações éticas complexas, o sistema foi desenhado para não exibir qualquer tipo de anúncio em conversas que envolvam tópicos sensíveis. Discussões sobre política, saúde ou saúde mental estarão livres de publicidade, assegurando que, nos momentos em que a isenção é mais crítica, o utilizador não é bombardeado com mensagens comerciais.