
O MX Linux 25.1 chegou e traz consigo uma novidade que é, na verdade, um regresso às origens muito aguardado pela comunidade. Após um período de testes beta extremamente curto, de apenas uma semana, a equipa lançou esta atualização que vai muito além de uma simples correção de erros. A grande estrela desta versão é a restauração da capacidade de alternar entre sistemas de arranque (init systems), uma funcionalidade que definia a identidade desta distribuição e que se tinha perdido na versão anterior.
O poder de escolha está de volta
Na versão 25, lançada em novembro do ano passado, os utilizadores viram-se obrigados a escolher o seu sistema de init antes da instalação, sendo que a edição com KDE Plasma estava restrita ao systemd. Esta decisão, que já se previa desde agosto de 2025, resultou numa fragmentação indesejada com múltiplas edições do sistema operativo e tornou mais difícil evitar o controverso systemd.
Agora, a versão 25.1 corrige essa trajetória ao incluir tanto o systemd como o sysvinit na mesma imagem ISO. Isto significa que a funcionalidade distintiva de escolher o sistema de arranque no momento em que o computador inicia está finalmente restaurada. Em vez de apenas corrigir a ferramenta antiga, a equipa implementou um novo sistema chamado init-diversity, que torna este processo possível e reduz drasticamente o número de ficheiros de instalação necessários.
Influência do antiX e cuidados na atualização
Esta nova tecnologia de diversidade de init tem origem no antiX Linux, uma das distribuições progenitoras do MX. Enquanto a versão mais recente do antiX, baseada em Debian, oferece aos utilizadores a escolha entre seis sistemas de arranque diferentes, o MX Linux 25.1 optou por uma abordagem mais conservadora, oferecendo suporte para os dois principais: o clássico sysvinit e o moderno systemd.
Para os utilizadores que já possuem o sistema instalado, há um detalhe crucial a ter em conta: a atualização da versão 25 para a 25.1 não irá instalar automaticamente as ferramentas de init-diversity. Os programadores optaram pela segurança, evitando alterações automáticas num componente tão crítico do sistema. Quem desejar ativar esta funcionalidade numa instalação existente terá de o fazer manualmente, seguindo as instruções fornecidas no anúncio oficial do projeto.